Ser capaz de sentir teu coração gritando com tanta força a ponto de
congelar os sentidos faz com que tu já não tenhas controle sobre si mesma. Nada
te instiga real interesse, as situações do cotidiano agora não te afetam mais,
os dias perderam a cor, o brilho, e tu apenas consegues apreciar a beleza da
penumbra. Talvez a Lua esconda tantos segredos que ainda lhe desperte alguma
curiosidade. Talvez ainda exista algo, mesmo longe, mesmo há quilômetros de
distancia que possa lhe completar algum dia, mas ter esperança demais depois
de tanta desilusão pode não ser o mais recomendável pra ti. Tentar buscar o que
sobrou depois de tudo, procurar algum resquício de sentimento em ti para tentar
usar isso como suporte para se levantar não tem sido nada simples. Para uma
pessoa que se sentiu perdida durante toda a vida, de repente se encontrou e
logo em seguida se perdeu novamente isso não é tarefa fácil. De certa forma tu
acabas perdendo um pouco a fé nas pessoas, se obrigando a acreditar que não
possa ser diferente, se fechando mesmo que involuntariamente em si própria.
Assim, naturalmente. Acaba matando toda a sua essência, suas esperanças, seus sonhos,
tudo simplesmente se vai. Murcha, apodrece, tal como sua alma e seu coração.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
domingo, 2 de novembro de 2014
A chave
Tudo o que sentires é de tua inteira responsabilidade, seja positivo ou
negativo. Por mais que penses em culpar alguém por aquele sentimento ao final
de tudo saberás que o único responsável és tu mesmo. Mas então por que
insistimos em ter tantas coisas negativas dentro de nós? Tantos pensamentos
ruins que nos fazem chorar, ficarmos desesperados e tantas vezes sem ar? Por
que fazer algo contra nosso próprio bem estar? Bem, sou apenas um ser humano
com essas e tantas outras perguntas sem respostas, não esperem a resolução dos
problemas do mundo em mim. O que posso dizer é que em grande parte das vezes
que nos encontramos diante dos problemas a solução pode estar bem diante de
nós, mas o desespero nos cego. Aquele papo de “respirar” realmente faz
diferença. Ser capaz de dosar os sentimentos mesmo nas horas mais difíceis nos
faz muito mais centrados para superarmos quaisquer que sejam os obstáculos. Não
que seja fácil ser desta forma, mas é uma das maneiras que encontrei, por
muitas vezes, de ser forte o bastante para enfrentar os problemas.
Teoricamente temos apenas uma única chance de vivermos, de conhecer
pessoas, nos aproximar de algumas, criar laços fortes com outras, sentir
saudade, sentir medo, sentir raiva, sentir amor, enfim, sermos capazes de
sentir. Isso tudo é lindo! Me emociono toda vez que falo sobre sentimentos, me
faz lembrar que ainda estou viva, que sou humana e que a cada novo dia possuo
uma nova chance de fazer meu melhor. É isso que eu quero sempre, o meu melhor
para mim e para aqueles que me cercam. Ultimamente tenho pensado muito nisso,
às vezes esqueço do que realmente importa e alguns pensamentos negativos
insistem em aparecer. Muita persistência nessas horas para não me “perder por
aí”, meditação e logo passa. Mas a luta é diária, estando entre amigos,
familiares, colegas de trabalho ou sozinha. Principalmente sozinha.
Resgatei muitos valores em mim nestes últimos dias, espero ser capaz de
concertar algumas coisas que fiz por puro egoísmo ou preconceito. Como sempre
serei sincera comigo e com os outros, tenho fé de que tudo o que aconteceu deva
ficar para trás, servir como aprendizado, claro, mas de modo algum influenciar
no futuro. Este apenas ele mesmo é capaz de saber.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Ampulheta
Até quando tu mentirás pra si mesmo? És realmente essa pessoa boa,
querida, simpática, de coração bondoso que se preocupa com o próximo? Realmente
tu se importas? Analise friamente ao menos agora, ao menos este minuto tuas
atitudes. Melhor, as tuas últimas atitudes que envolveram outras pessoas. Te
colocastes no lugar daquele o qual tanto te irritastes? Pensastes nem que por
um segundo o que as tuas ações podem ter causado a esta pessoa? Ah, claro...
esperavas mais consideração por parte dela. E o que ela esperava de ti? Isso
não conta mais, não é? Afinal tu és o senhor da verdade, das ações
inquestionáveis, da bondade absoluta e de tudo o que há de lindo neste mundo.
Por favor, pare de ser hipócrita! Abra esses olhos, este coração, deixe os
sentimentos entrarem, permita se sentir mal, errado, vergonhosamente desumano. É
isso que acontece algumas vezes, as pessoas erram; é a vida. O que posso dizer
é que essas coisas acontecem justamente para que possamos aprender. Irônico, eu
sei, mas aceite. Seja sensível, escute. Pare de apenas apontar esse dedo,
abaixe essa “crista”! Ninguém é melhor do que o outro por estar com a razão,
normalmente quem muito almeja isso acaba estando errado no final das contas.
Respire, aprenda a não ter pressa em falar, tua vez chegará. Da mesma forma que
tu desejas ser ouvido outros também desejam, a ordem nesses casos precisa
funcionar. Um após o outro, com calma, sem pressa, sem raiva, com os
pensamentos em ordem. Respire. Até mesmo as melhores amizades uma vez ou outra
precisam de um tempo, algumas sintonias se perdem, outros escolhem simplesmente
ir. Deixe ir, não aprisione quem já não quer ficar. Deixe ir. Aproveite e se
liberte também, o amadurecimento sempre vêm para acrescentar a nós, humanos. As
coisas mudam, o que te faz pensar que as pessoas não?
Considere o que é ou quais são as coisas que realmente tu valorizas. Se
entre elas estiverem pessoas aprenda a ceder. Nem sempre os planos sairão como
o planejado, da mesma forma que seus amigos não precisam estar a tua
disposição. Alguns poucos estarão, da mesma forma que tu para eles, mas isso é
uma coisa rara. Diria que praticamente em extinção nos dias de hoje. Mas não se
desespere, se tu tiveres a sorte de ter um bom amigo toda uma vida pode ter
sentido, ainda mais se ele for como um irmão. Se for o caso, cuide dele. Mesmo quando
a raiva for imensa, cuide. Não espere pra resolver um mal entendido, o tempo é
mais valioso do que se pode imaginar, as pessoas fazem besteira a todo o
momento, mas o principal erro é não consertar. Sinceramente, não perca tempo. Um
dos maiores pesares da humanidade é o silêncio; ele não é reconfortante neste
caso. Machuca, destrói, entristece. Fuja dele sempre que possível, mesmo que
pra isso tu precises começar uma conversa com o estranho que acabou de sentar
ao seu lado no ônibus, na lanchonete ou na praça. Aproveite, converse! Conhecer
pessoas pode ser uma experiência divertida, além de render boas amizades. Não
tenha medo, fale! Ria! Cante! Grite! Viva!
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Inquietações - parte 6
A rotina de todos os dias nos faz acumular tensões,
pensamentos, vontades e raivas de uma porção de coisas as quais vêm junto com
todo aquele estresse. Se o tempo estiver muito quente (tipo o inferno na terra)
tu se fechas no ar condicionado com a maior potência possível; se está frio tu
acabas se fechando em casa, no conforto do lar. De ambas as formas tu acabas se
fechando em seu próprio mundinho, seja ele de ideias, de ócio, de tristeza ou
de estática pura. Tanto faz, é apenas a sua vida passando, certo? Quem se
importa com isso? Ninguém. Ninguém vai te salvar, te ligar, te mandar uma
mensagem (seja ela do espaço, no celular ou por e-mail), bater na porta da tua
casa pra saber notícias tuas. Não espere, ele não virá. Bem que dizem que no
fundo de toda a tristeza sempre há um pouco (ou muito) de falta de amor. Falta
de um amor...
Os planos mais loucos normalmente aparecem de repente,
e devem, por decreto estabelecido pelos seres mais loucos de todos os tempos, serem
colocados em prática imediatamente. Nessas horas a companhia de amigos que não
pensem muito se topam ou não a ideia faz toda a diferença. De repente nem
precisa ser algo tão absurdo, pode ser uma escapada da civilização para alguma
cachoeira escondida em uma tarde qualquer, apenas ir. Algumas horas tão aconchegantes
regadas à muitas risadas e possíveis tombos. Sem pressa, sem estresse, sem
pensar muito. Tudo bem que esse foi um belo exemplo, principalmente se tu fazes
o estilo “bicho do mato” ou “torrando na sombra”. Essas pequenas coisas me
ajudam a continuar na luta diária, a acertar os pensamentos e fortalecer
aqueles laços tão importantes ao longo da vida.
Poxa, eu acho que pessoas com essas ideias malucas,
impulsivas e sedentas por algo não poderiam estar nessa terra fadadas ao
esquecimento. Devem haver outras como elas, como eu. Seria triste demais chegar
à conclusão de que a “missão” pra essas pessoas é a solidão. Recuso-me a crer! Além
do que a vida é bem mais que essa
porcaria toda que nos tira o sono. Acredite.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Pedaços espalhados
“Você não mudou nada, cara. Só a idade que mudou, o
resto continua tudo igual”. Lembro-me dele me dizendo isso durante uma de
nossas longas e diárias conversas pelo celular. Acho que ele não sabia, mas
sempre me preparava para ter todo o tempo livre do mundo para poder ouvi-lo
falar, rir e me fazer sonhar. Foi assim durante alguns meses, um contato
sagrado o qual estabelecemos quase que como um mantra. Fazia-nos bem, sei
disso. “Você não mudou nada”, e de repente tudo mudou pra mim. Da segunda vez
pra melhor, quase que como num conto de fadas, mas da terceira posso dizer que
se pareceu muito mais como algum poema de Byron. Depressivo, obscuro, confuso,
melancólico e desesperador. Foi assim que tudo começou e acabou de novo.
Estranho repensar isso depois desses quatro meses. Nostálgico. Sabe, ainda me
pego pensando nele, naqueles olhos claros dos quais eu tanto necessitava olhar
e que agora ao invés de abrir os meus para os enxergar preciso forçar minhas
vistas para relembrar. Dói. Nem faço mais esforço pra esquecer, sei que não é o
que meu coração quer. Deixa que o tempo sabe o que fazer, se destrói, se traz
de volta ou se me leva junto com ele. Tanto faz, não tenho mais certeza; na
verdade é bem provável que eu jamais tenha tido. Quando paro e penso nele
sempre me pego sorrindo. Sabe, aquele sorriso frouxo no começo do dia ao acordar,
aquele durante a tarde por estar em algum lugar que me faz lembrar, ou ainda à
noite antes de pegar no sono. Ele sempre esta comigo, meio louco pensar desta
forma, mas é isso que sinto mesmo depois de tanto tempo. “Você não mudou nada”, realmente não e pelo
visto não pretendo mexer nisso tão cedo.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Catarse diária
Sabe quando a solidão começa
a ser realmente um problema? Quando ela começa a te incomodar. Pode acontecer
de uma forma progressiva, de repente um belo dia tu percebes toda a agonia presente
naquele buraco todo, ou pode ser um desespero constante que vai aumentando com
o passar dos anos. O que posso dizer é que tudo isso é uma grande merda. Não
sei se essa minha inconstância é algo pessoal ou outros seres vivos passam por
isso, porque não conheci até hoje alguém que realmente se importasse com essas
coisas, que demonstrasse ao menos a metade de meu desespero. Talvez eu até
tenha conhecido alguém assim, mas quem sabe essa pessoa seja mais covarde do
que determinada pra realmente mudar toda uma situação desagradável em sua vida.
Pior do que apenas a solidão é a junção dela com a saudade. Caramba! Quando
isso acontece (o que me é tão familiar) não há coração que aguente. Já sou uma
pessoa extremamente sensível, quando resolvo me afundar nessas porcarias
sentimentais nunca acabo bem, mas não é algo que eu possa recuar, entendem? Dizer
a uma pessoa o que ela pode ou não fazer, quem ela pode ou não amar e quais
sentimentos ela deve expressar sendo que durante toda sua vida sempre exprimiu
com total sinceridade e liberdade tudo o que lhe pareceu relevante é a pior
prisão de todo o mundo. Viver com algo tão forte guardado em seu coração e não
poder gritar sobre isso funciona com uma bomba relógio.
Parei hoje e me deixei levar por todo o desespero que sentia, já fazia
algum tempo que estava me controlando pra evitar isso, visto que sempre acabo
muito debilitada quando resolvo me “entregar a tristeza”, mas hoje não tive
como escapar. Acordei e me deparei com o tempo fechado e a chuva fina que caía
pela manhã. Percebi que estava frio, senti aquela sensação gostosa de estar
enrolada ao edredom, deitada na cama e ouvindo o barulho da chuva. Aquele cheiro
de mato molhado, sabem? Adoro esse conjunto todo, ainda mais no meio da semana,
parece que ameniza um pouco o cansaço do trabalho e de todo a correria diária. Poderia
ser mais um dia comum, eu me levantar, tomar um banho, arrumar as coisas para o
trabalho e não pensar muito. Realmente, quando não precisamos pensar parece que
as coisas passam mais rápidas e plácidas. Comigo isso é bem difícil de
acontecer, e hoje foi um daqueles dias difíceis no trabalho, principalmente
porque fui colocada em uma situação a qual eu não tinha nenhuma responsabilidade
de estar. Enfim, ossos do ofício.
Durante o caminho pra casa percebi que estava com o guarda-chuva aberto
quase que por hábito, afinal estava chovendo muito e em minha mochila estavam os
livros das turmas, provas, trabalhos... desisti do guarda-chuva, me permiti ser
molhada por aquela água toda, senti a temperatura cair, o arrepio em minha pele
e as gotas de água que embaçavam minha
visão. Cheguei, corri para o quarto, fechei a porta, larguei a mochila e
gritei. Alguns chamam isso de catarse, se não me engano. Já havia feito isso
algumas vezes, e lhes garanto que em nenhuma delas tive uma experiência
agradável. Dizem que alivia o estresse da pessoa, servindo como uma descarga
emocional. Ou essas pessoas estão mentindo, ou eu tenho realmente um grande
problema. De todo o modo o desespero não é algo com o qual alguém possa viver
bem, a maioria das pessoas que sentem isso e não conseguem raciocinar sobre
seus atos acabam fazendo grandes burradas levadas unicamente por esse
sentimento destruidor. Eu devo ser bem madura nesta questão, até hoje o máximo
que fiz foi gritar sozinha em meu quarto.
O que realmente gostaria de dizer é que existem pessoas que fazem uma
falta imensa em minha vida, principalmente porque são elas que me impulsionam
sempre a continuar seguindo, a pensar positivamente e nunca desistir do que
tanto almejo. Não tenho problema algum em procurar meus amigos, começar uma
conversa ou até mesmo marcar algum encontro, afinal não existe outro meio se
não a comunicação para que eles saibam que gostaria de vê-los. Porém não ser
procurada, não receber nenhuma demonstração de preocupação muitas vezes me
deixa entristecida. Carência talvez, mas creio que seja muito mais uma questão
de amizade e de preservar por perto aqueles os quais tu realmente queres ter ao
teu lado.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Bizarrices comportamentais
Vida social é um porre. As
pessoas possuem o “dom” de serem capazes de estragar totalmente teu dia se algo
negativo acontecer nas primeiras horas da manhã, ou acabar com um fluxo
positivo que estava contigo desde o momento em que acordastes, basta uma
palavra, um olhar, uma atitude que acaba te deixando puto da vida. Esses tipos
de gente não se importam com isso, alguns até se sentem intensamente felizes
por terem te feito mal, como se tomassem para si um tipo de “mantra” diário
embasado na tristeza alheia. São uns babacas! O duro é que nem precisa ser uma
pessoa desconhecida pra te ferrar, quantas pessoas existem no teu convívio
social as quais te fazem sentir uma vontade quase que arrebatadora de bater,
xingar, explodir ou mandar pra outro planeta? Esses tipos são aqueles que
diariamente te tiram o bom humor, a crença de um mundo melhor, a esperança nas
pessoas. E isso é terrível! Muitas vezes me pego pensando, duvidosamente, qual
seria a melhor atitude a se tomar nesses casos: partir para a ignorância,
confrontar, bater boca e fazer com que a pessoa se “toque” que esta deveras
errada, ou me segurar, abaixar a cabeça e esperar que ela se “ferre” por conta
própria? É bem complicado em um momento de extrema tensão ser capaz sequer de
pensar, ainda mais estipular duas opções possíveis para a próxima atitude a ser
tomada. Mas eu consigo, mesmo que seja uma fração de segundos os quais utilizo
para raciocinar intimamente, me seguro, escolho uma das opções e faço.
Normalmente prefiro ficar quieta, afinal mesmo com todos os argumentos e fatos
do mundo muitas pessoas ainda são totalmente ignorantes. Vida cruel. Sociedade
burra. Burra!
Honestamente cada vez mais meu círculo de
amigos esta restrito, não sou uma pessoa que consegue se relacionar com todos
os tipos de gente, desenvolver qualquer conversa estúpida e desinteressante.
Não é questão de preconceito, mas sim de interesses pessoais. Alguns dizem que
sou muito “intelectual” para uma conversa solta, o que discordo. Ninguém é
obrigado a ter os mesmos interesses que eu, mas certamente que se houverem
pontos em comum será muito mais “fácil” conversar e interagir comigo. O que não
significa que eu não seja capaz de conversar sobre qualquer besteira, afinal se
há uma sintonia entre as pessoas o assunto pode ser até sobre o tempo que
certamente será incrível. Não é mesmo?
Novamente preciso falar sobre a
sinceridade, porque existem tantas pessoas que insistem em não priorizar isso
que me faz ficar puta da cara (de novo). Poxa, não há sentido em querer ser
algo que tu não és! Ou pior ainda, querer ser outra pessoa. Bá, quando vejo
isso acontecer tão perto de mim a vontade que sinto é de sair correndo para as
colinas. É tenso! É assustador! Socorro!
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