Não
há droga que me faça esquecer das perdas da vida. Já procurei de
muitas formas amenizar essa dor que carrego há tanto tempo e que a
cada ano se torna mais pesada. Sei que meu lamento não faz efeito
algum, minhas lágrimas somente irão escorrer pela minha face até
alcançar o chão e ali esperar secar. Meu peito que arranho com o
desejo desesperado de rasgar-me, puxar pra fora toda essa pressão
que pulsa, que me adoece, me enlouquece e me angustia. Dia após dia,
longas noites sem dormir, tantas palavras jogadas ao vento sem
ninguém escutar, e aqueles que escutam não conseguem compreender.
Ninguém entende, apenas tentam consolar. A raiva logo chega, junto
com aquela vontade de findar toda essa vida, que se faz tão
diferente daquilo que leio nos romances bonitos, nos poemas
românticos e que vejo nos filmes com finais felizes. Estou cansada
demais, sabe? Não quero saber quais são as respostas, gostaria de
não ter mais perguntas. Quantos mais irão passar, quantas vezes eu
ainda irei me iludir antes de tudo acabar? Não importa, eu não
quero mais. Quero poder me libertar, voar pra bem longe, sentindo o
barato que deve ser não estar fincado no chão. Minha cabeça dói,
não consigo respirar. Abstinência de vida.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Bixo grilo
Sempre fui do tipo de pessoa
pensativa, que questiona aquilo que julga necessário, que sente o
quanto certas coisas rotineiras não possuem valor algum de fato, que
sente demais aquilo tudo o que as outras pessoas não conseguem
perceber e que tende a sofrer por razões das quais muitos ignoram.
Tudo isso tem os dois lados da moeda, com o passar dos anos fica um
pouco menos difícil de se perceber angustiando, o que ajuda a
procurar outro caminho e conseguir sobreviver. A vida é tão
difícil, tantas questões para se pensar, decisões para tomar,
caminhos para seguir, pessoas para conhecer e outras para aceitar a
perda. Nunca estamos prontos para nada, essa é a verdade. Falar
sobre suas convicções e expressar seu ponto de vista é algo que
sai tão suave de nossa boca, mas que quando confrontá-dos nos tira
o chão dos pés, bagunça nossa cabeça e faz com que percamos o
rumo.
Algumas poucas pessoas valem a pena,
valem tua amizade sincera e ganham teu coração, é quase raro
quando acontece. Tu, meu amigo mais lindo, do coração tão bom, dos
olhos tão sinceros, do sorriso tão leve e contagiante, o qual
aceitou construir nossa amizade lá atrás quando ainda eramos
adolescentes, loucos, imaturos e tão mais perdidos do que hoje.
Lembro-me como nosso relacionamento foi se modificando, como
procurávamos um no outro sempre o apoio nas horas difíceis, a
parceria para as loucuras e a compreensão nas conversas difíceis,
aquelas que se faziam tão necessárias. Que saudade eu sinto de ti,
meu amigo! Com a tua partida inesperada, só e fria tu levou contigo
parte de mim, agora sinto-me tendo parte de meu ser arrancada e de
meu coração despedaçada. Os dias ajudam, dizem. O tempo cura as
feridas, falam. Eu até agora não consigo, amigo. Dói demais…
Tudo o que mudou em mim nestes últimos
anos devo parte à ti, meu querido amigo. A pessoa melhor que sou,
consciente cada vez mais da necessidade de valorizar a vida, os
amigos, familiares e aqueles que tanto me querem bem fazem parte de
nossas conversas, de nossas reflexões e ensinamentos que tivemos
juntos nesta vida, e quem sabe de outras. Sei que aqui estamos apenas
dando um rolê, tentando acertar agora aqueles erros que outrora
fizemos, quem sabe nessa dê certo, quem sabe pra ti já tenha dado,
meu querido amigo. Pra mim ainda não…
Desesperadamente, após a tua partida
física desta vida, procurei formas para preencher a tua falta, tão
intensa e dolorosa em mim. Em vão, e ao perceber isso a dor ficou
maior porque compreendi que não há nada que eu possa fazer a não
ser sentir. Estou neste processo ainda, respeitando meu tempo, tendo
picos de tristeza, de estabilidade e continuando a viver. Sei que tu
jamais irias querer me ver chorando, agonizando ou me entregando
assim, por isso luto para permanecer forte. Por ti, meu amigo.
O que eu puder fazer para confortar
aqueles que tanto te amam eu irei fazer, da mesma forma sinto que
esse alento também surte efeito em mim. É uma troca, de carinho e
de amor que tu deixastes como lição para quem teve esse privilégio
de conviver contigo, como amiga, como mãe, como irmã. Quero
conseguir enxergar naqueles que estavam próximos a ti o verdadeiro
valor deles, ser capaz de perceber aquilo que tu havias compreendido
neles para os trazerem para perto de ti. Quero que a tua memória
consiga estar presente nos momentos mais felizes de minha vida, no companheirismo entre os amigos, nos abraços de apoio, nas músicas,
nos filmes e em tudo que há de mais bonito neste mundo. Me emocionar
ao lembrar de como tu se faz presente em tudo não deve ser algo
triste, mas feliz. Ainda irei conseguir pensar e sentir assim, amigo.
Estou me esforçando. Pode ficar tranquilo agora, em paz na sua
totalidade. Vai na fé, assim como tu mesmo deixou dito para nós. Te amo, para sempre.
domingo, 1 de abril de 2018
Congelar
Se
fosse possível congelar o tempo, qual época tu irias escolher?
Quais
pessoas tu terias ao teu lado?
Qual
sensação tu desejarias guardar e viver por mais tempo?
Quais
olhares, abraços, beijos e suspiros tu anseias tanto que até lhe
falta o ar?
Quais
lembranças invadem teus sonhos, confundindo-te e te fazendo duvidar
do que foi sonho e do que é real?
E
essa tal felicidade que não vem?
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
A verdade que assombra
Sempre
ouvi e li pessoas dizendo o quanto era “duro” ser adulto e que
ninguém te falava a “real”. Hoje eu entendo as duas coisas.
Ninguém quer falar como a vida muda totalmente quando tu precisas
pagar as próprias contas, comprar comida e produtos de higiene,
limpeza e todo o resto pra sobreviver, muito menos o quão
desorientado tu ficas quando percebes que és o único responsável
por sua vida. Isso é pesado demais! Liberdade por vezes é muita
responsabilidade pra uma cabeça que mal se “achou” no mundo, e
com isso vem mais um mar de outros questionamentos a serem feitos.
Basicamente uma questão que leva à outra que aflora outra em um
ciclo infindável de questões, e tudo isso na tua própria cabeça,
a mesma que nem sabe cozinhar um feijão sem queimar!
Não
basta ser uma pessoa “ferrada” dentro desse sistema que te suga,
te constrói para render algo em benefício dos próprios malditos
que estão no poder, te fazendo acreditar que precisas “ser
alguém”, estudar, ter um emprego, ter sucesso, ter dinheiro e
conseguir a tão almejada felicidade. Esse sistema que instaura em ti
uma ansiedade sem fim e a instabilidade emocional recorrente, te
fazendo acreditar que não passas de um m* por não ter títulos, por
não ter passado naquele concurso, por não conseguir lidar com as
suas próprias emoções e/ou por não conseguir agradar todo mundo.
Em meio a tudo isso tu ainda tens que “saber lidar”com o fato de
ser mulher. Ah! Coitadinha dela! Não esta no padrão de beleza,
ninguém vai querer “ficar”com ela, ou dar uma oportunidade de
emprego por ser gorda, ou por ser alta, por ser negra ou por ter
alguma deficiência, ela não serve. Não interessa se ela é
inteligente, o que importa é que não esta no padrão. A vida bera
os trinta e o que tu fez dela? Qual é o plano? Ainda não casou, nem
teve filhos, não consegue parar de ser tão triste...
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Reticências
A
respiração nunca me foi de tamanha importância como é agora,
talvez essa seja uma das razões pelas quais coloquei meu primeiro
cigarro na boca. Adolescência rebelde, conturbada e doida, a gente
sempre acaba pagando por ela alguns anos mais tarde. Arrependimento?
Não, claro que não. Se eu não tivesse feito antes com toda a
certeza faria agora e as chances de ser pior…
Eu
e minha eterna conexão sensorial com meu passado que fica pior
quando se mora em uma cidadezinha do interior como aqui. As pessoas
não vão embora nunca, mesmo quando a oportunidade aparece. Ou pior,
voltam. Eu ainda espero ter essa chance…
Como
forma de perceber todo o crescimento o qual alcancei durante os anos
fico retornando ao passado, não como forma de saudosismo, apenas
como um diário onde estão marcados os pontos relevantes de minha
vida. O ser humano tem isso, não consegue ver sua própria evolução
dentro de um período. Talvez por isso que nunca nos contentemos com
o que temos…
Como
minha mãe sempre diz: “você sabia que não seria fácil...”
domingo, 29 de outubro de 2017
Inquietações - parte 14
Sobre
um olhar atento, inexpressivo e amplo sou capaz de notar como a vida
funciona. Os passos dados, os perdidos, os medrosos, e até aqueles
que são tão rápidos que quando pisco não os vejo mais. A falta de
ordem me incomoda, mas aceito que não sou eu quem vai organizar,
pelo menos não o mundo todo. Preciso me atentar as coisas
importantes, mas tudo o que me cerca tem seu devido valor, então me
perco e acabo de misturando com muitas outras coisas as quais nem
mesmo esperava ter contato. Sou mutável, evoluo a cada dia e
compreendo cada vez mais algumas atitudes minhas e daqueles que estão
ao meu redor. Não posso julgar, mas muitas vezes ao me expressar
minha retórica vem contida de deduções e inexperiência acerca do
assunto que nem eu mesmo tenho tanta certeza do que estou expressando
ali. Sou humana, errante. Por mais inteligente e articulada que seja
nunca deve-se perder a orientação de ser apenas mais uma pessoa
nesse mundo, nessa vida que nunca saberemos bem o motivo de se estar
aqui.
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Caixas
Guardar
recordações de momentos, lugares e pessoas que passaram por nós
pode ser uma forma de termos pequenas caixas de saudade, que com o
passar do tempo se enchem de poeira e apenas servem para ocupar um
espaço desnecessário. Durante muitos anos eu guardei várias
caixas, hoje não tenho tanto apego, aprendi a valorizar todo o
espaço que tenho, físico e emocionalmente. A gente começa a viver
bem melhor depois que se entende a real necessidade de todas as
coisas acumuladas, desapegar torna-se algo tão natural como lavar
uma louça. Não falo isso pela moda minimalista a qual passamos, mas
sim por consequência de anos de reflexão sobre meu próprio ser.
Coisas materiais perdem o valor da mesma forma que as relações
afetivas quando não são tão importantes, elas se desgastam
sozinhas apenas com o passar do tempo. Desgastam, desaparecem. Depois
de um bom tempo percebemos o quanto o contato com certas pessoas, ou
a quantidade de objetos acumulados, ou até mesmo hábitos antigos
deixados para trás não nos afetam. Como se nunca estivessem tido
espaço algum em nossas vidas.
Ser
capaz de criar raízes não significa estar de acordo de como tudo ao
seu redor esta, da maneira como se vive e das pessoas as quais te
cercam, mas se sentir inteiramente confortável e satisfeito de como
elas estão. A mudança faz parte do processo dessa busca, ninguém
escapa, não adianta relutar. Hoje me vejo muito melhor do que estava
anos atrás, mas ainda existem muitas coisas que me tiram o sono.
Ficar estagnada, arrastando amigos, namorados e todas as demais
situações inúteis somente nos atrasa como partes de nossa própria
evolução interior. Pense nisso.
terça-feira, 25 de julho de 2017
A dois passos
Ser
uma pessoa reclusa e introspectiva me fez ser capaz de perceber
melhor como são realmente aqueles que me cercam, principalmente se
tratando dos meus amigos. A distância muitas vezes ocorre de forma
natural, ou porque um dos envolvidos muda de cidade em busca de algo
melhor pra si, ou porque mesmo morando na mesma cidade os horários e
compromissos diários impedem a frequência dos encontros. Às vezes
ambos tem essa rotina apertada e hoje em dia quando se tem a
possibilidade de ir pra casa e dormir, ficar com a família, com o
namorado ou até mesmo sozinha certamente será nossa primeira opção,
sem contestar. Digo tudo isso porque esses motivos não definem a
falta de amizade ou até mesmo o rompimento dela, são apenas fatores
que ocorrem na vida louca de qualquer pessoa. A minha vida já foi
assim também, talvez volte a ser e eu terei o conhecimento de que é
algo totalmente normal. O fato é que de tempos em tempos a gente
precisa daquele amigo (a) pra nos tirar da bad e quem sabe
do que eu estou falando concorda que não é qualquer pessoa que nos
serve nesta hora. Geralmente os únicos amigos mais íntimos são os
quais nós precisamos, aqueles que já sabem das nossas recaídas,
tristezas e desesperos. Pra mim uma das “missões” de amigo é
dar essa força nos piores momentos, porque quando tudo esta bem fica
bem fácil ser amigo, não é mesmo? Mas visitar aquele amigo (a) que
diz não estar legal, atender a ligação desesperada daquela pessoa
que tanto te considera e que te busca imediatamente antes que seja
capaz de fazer alguma besteira parece ser um pouco mais complicado.
Talvez tenhamos ideias de amizades diferentes, o que me parece mais
estranho ainda se isso for verdade, uma vez que a definição de
amizade é bem clara: “sentimento de grande afeição, simpatia,
apreço entre pessoas ou entidades.” Tenho a sorte grande de ter
poucos, bem poucos amigos (as) os quais posso contar tanto para os
momentos de crises existenciais como pra uma noite de pizza e filmes.
Eu os amo demais, como grandes irmãos e irmãs de alma. Os respeito,
confio neles e os amo. Pra mim essas três palavras definem bem do
que é feito a amizade. Se ainda existo depois de ter passado por
tantas bads devo muito aos meus sinceros e queridos amigos.
Lutar fica mais fácil quando temos a força advinda de companheiros
que também nos valorizam como humanos, como amigos.
quinta-feira, 17 de março de 2016
Sendo forte
Acredite,
isso aqui ainda vale a pena. Por mais terríveis que possam ser os
seus dias, por mais insatisfeito que estejas com seu trabalho, ou a
falta de um, irritado com seu parceiro, com seus pais, com seus
irmãos, com seus vizinhos, com a humanidade em si, com tantas
questões sem respostas que ainda te perturbam às 2h naquele
silêncio quase absoluto da cidade. Mesmo com tudo isso e muito mais
acredite, isso pode valer muito a pena. As primeiras providências
para se evitar ações errôneas motivadas pelo desespero é falar
com alguém o mais rápido possível, desde que não seja aquela
pessoa babaca que te faz esperar quase 5 minutos por uma resposta ou
para ser atendida ao telefone. Não! Pessoa errada, camarada! Pense
naquela pessoa que sempre esta contigo, aquela na qual tu confias e
tanto te entende nesta vida. Dada as circunstâncias não será
difícil se pensar em quem, pois nessas horas é quase que intuitivo
a lembrança. Já sabe a quem recorrer agora, então basta gritar,
metaforicamente ou não, mas faça! Compartilhe seu desespero, mostre
tudo o que se passa na tua cabecinha complexa e nesse coraçãozinho
tão machucado. Fale tudo, com certeza ela vai te ouvir. Depois de
desabar, aos poucos, preste atenção no que ela te disser. Realmente
leia e interprete cada palavra, ou se for o caso escute. Vá se
acalmando, lembre-se de respirar, isso ajuda e muito nessas horas.
Com o passar dos minutos tu percebes que não precisa disso tudo,
essas lágrimas todas, essa falta de ar... Mas tudo no seu tempo, sem
pressa. Cuidadosamente vá saindo dessa posição fetal angustiante,
sente-se, enxugue essa cara, respire, levante-se e vá tomar um
banho. Quente ou frio, como for de sua preferência, mas sejas
carinhosa consigo mesma, limpe-se, curta-se neste momento de se
livrar das energias negativas, imaginando que todo esse peso vai
caindo assim como a água que vai escorrendo por todo o seu corpo.
Sinta-se mais leve, olhe-se no espelho, repare em ti, quão bela és!
Novamente
conseguistes superar a ti mesma em mais um momento de crise, não
tenhas vergonha de admitir isso. Seja grata pela alma iluminada que
tens ao lado sempre disposta a te ajudar, são esses seres de luz os
quais deves valorizar: amigos sinceros. Pense em todos os momentos
felizes os quais tivestes até agora em tua vida, as pessoas
maravilhosas que tens por perto, até mesmo o cachorro fofinho que se
preocupa contigo ao te ver chorando e pula alegremente quando
retornas para casa. Pense em tudo isso, ainda vale muito a pena estar
viva. Seja forte, fiques bem.
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Inquietações - parte 13
Sempre
tão óbvio, ali esta ele novamente
Tentando
sempre se adaptar ao meio, juntar-se aos outros, tornar-se parte do
todo.
Dizem
que ele não se parece com ninguém, mas, mesmo assim, o aceitam.
Será
que a chave para tudo é justamente não ser adaptável?
O
que dizer daquele grupinho que insiste em se prevalecer em tudo a não
ser uma única palavra: hipocrisia.
Como
se isso não bastasse ainda querem que tu aceites absolutamente tudo,
caladinho, sem pensar, sem chorar, sem angustiar... e não ouse em
sair do seu cantinho, hein! Trágico.
Nessa
merda catastrófica que insistem em chamar de vida ele persiste,
muitas vezes nem sabe o motivo, já não sente motivação alguma,
muito menos enxerga sentido em levantar-se diariamente da cama. Mas
ele continua a levantar, tombo após tombo, desprezando com todas as
suas forças o que se denomina por “rotina”, mas faz todos os
dias as mesmas coisas.
domingo, 24 de janeiro de 2016
Sobre recordações e solidão
Ninguém te diz o quanto será difícil nascer, apenas
somos gerados em algum momento, nos formamos durante um período pré determinado
e logo precisamos sair desse aconchegante lugar. Não fazemos ideia do que nos
espera do outro lado, mesmo assim somos condicionados a encarar o percurso. Sozinhos,
desde o princípio de nossa existência. Com isso, qual o motivo de nos sentirmos
incomodados com a solidão? Aquela necessidade de compartilhar bons momentos com
outras pessoas, de participar dos sorrisos, sermos lembrados, não se deixar
prender pela mesmice, sentir-se realmente e incondicionalmente viva. Reparar que
com o passar dos anos muitos se perderam por outros caminhos os quais já não se
encontram com os teus, não deixando nenhum vestígio perdido pelos lugares onde
costumavam estar, ou qualquer resquício de sua existência. Aos poucos também
desaparecendo de nossas mentes, passando de uma vaga lembrança para o total e
absoluto esquecimento.
Hoje me pergunto onde estava com a cabeça quando
decidi guardar e colecionar recordações em objetos materiais. Isso é totalmente
autodestrutivo! Sem contar no acúmulo infinito de coisas as quais apenas uma
pessoa é capaz de reunir ao longo dos anos. Quero me desfazer de tudo isso,
queimar cartas, fotos e presentes os quais já não signifiquem algo realmente
importante para mim. Não preciso passar por tudo outra vez, chorar por motivos
que já não fazem qualquer sentido, trazer à tona sentimentos passados e lembrar
de pessoas as quais não fazem diferença em minha vida hoje. Creio que não
preciso disso para saber que tive uma vida. Quero ser capaz de fazer o
contrário, ter cada vez menos bens materiais, coisas desnecessárias dentro de
minha casa, pessoas descartáveis e mesquinhas ao meu redor e ser. Apenas ser. Se
eu morresse hoje ainda não estaria em paz, e isso sim é um problema. No fim,
assim como no começo, estaremos sozinhos. Não?
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Inquietações - parte 12
Ainda não
consegui compreender muito bem, ou de repente somente aceitar, o distanciamento
entre as pessoas. Conhecidas, no caso. Amigos que outrora eram inseparáveis,
onde havia trocas infinitas de mensagens, encontros, conversas que duravam
horas... Ou aqueles que nem eram tão grudados, porém existia aquele laço
sincero e bonito que mesmo com a distância física jamais se permitia que a
amizade morresse. É desesperador se deparar com a solidão em sua forma mais
intensa possível. Os amigos são aqueles que deixam esse peso mais leve,
preenchendo nossas vidas com momentos memoráveis, nos acolhendo nos momentos
difíceis da vida ou apenas apreciando a companhia mutuamente. Faz falta. Olhar o
horizonte e sentir tanta saudade de pessoas que já não fazem muita questão de
estarem presentes, não importa a forma, entristece.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Esqueça
Acredito
no arrependimento, depois de certo tempo somos capazes de avaliar com
mais calma determinados assuntos e nos depararmos com escolhas
erradas, palavras ditas sem necessidade, oportunidades perdidas e
tudo mais. De certa forma, faz parte do processo de amadurecimento.
Porém seria muito egoísmo de nossa parte, até mesmo infantilidade,
esperar que, ao se tratar de outras pessoas, esperarmos outra chance.
Ninguém é obrigado a nos conceder isso, em hipótese alguma. Tudo
bem que depende muito mais da pessoa em questão, eu mesma já fui
flexível neste aspecto inúmeras vezes, mas em determinada altura da
vida, depois de tantas tentativas a gente acaba desistindo. Sabe,
deixando o vento levar pra outra direção. O desgaste é bem mais
relevante do que persistir novamente em uma situação que já te
tomou tanto tempo e esforço. Da mesma maneira que eu decido por fim
a determinado assunto envolvendo outra pessoa, por exemplo, o outro
em questão também esta no seu direito de prosseguir tentando. Não
é uma questão de certo ou errado, isso é relativo aqui, o que esta
em foco é a decisão de cada um, as quais devem ser respeitadas.
Resolvido isso o que sobrar, como insistências de uma das partes,
serão apenas tentativas vazias e errôneas. Se aqui cabe um bom
conselho: não insista, apenas esqueça.
Talvez
estejas me questionando sobre os sentimentos que estão inseridos
neste caso, de como ser capaz de conviver sob tal pressão
psicológica, tortura mental, saudade... Pois novamente te digo:
esqueça. Não que seja fácil, ainda mais se fores um daqueles
sentimentais dramáticos (bem perto do que sou) onde tudo faz
lembrar, reviver, adoecer, sofrer. Por mais horrível que seja,
esqueça. Acredite, o tempo ajuda bastante, mas não espere que ele
faça tudo. Comece a fazer as coisas habituais de uma forma
diferente. Mude o caminho, os ambientes, conheça pessoas, lugares.
Perca tempo com coisas triviais ao seu ver, quem sabe em uma dessas
tu comeces a perceber quantas coisas existiam sempre bem ao seu redor
e nunca percebestes. Tente, esvazie a mente, liberte este coração e
viva. Se cuide, seja cauteloso, mas não deixe de viver por conta
disso. Todos estamos cada vez mais próximos de não mais existir,
qual o sentido de não estarmos abertos e propensos ao desconhecido?
domingo, 20 de setembro de 2015
Diz que é feliz
De tanto desejar,
sonhar, chorar pedindo intensamente, conseguiu. O universo sempre ouviu seus
lamentos, sabia que ela merecia e a ela concedeu. Simples, como esperar uma
semente brotar, tornando-se uma bela árvore. Ela foi paciente, depois de tanta
vida ter passado, tantos aprendizados, finalmente ela se sentia feliz, completa
e explodindo tanto amor que agora precisava amar o mundo também. Quem sabe não
consiga, já que sua intenção é tão verdadeira . Não há nada, absolutamente nada
neste mundo, nesta e em outras vidas que tu não possas conseguir. Algumas
coisas precisam de esforços para serem alcançadas, outras de experiências, mas
algumas precisam de tempo para chegarem até ti. Essa é uma das leis do
universo, a meu ver. Não apresse esse tempo, apenas viva, continue sonhando e
acreditando que qualquer dia, geralmente quando menos esperas, cabom!
Ela ainda sonha
intensamente, cheia de planos, de objetivos e se emociona apenas por imaginar
conseguir. Cada novo dia ao acordar deve ser celebrado ao lado daqueles que
tanto amas, ela sabe e é imensamente grata por isso. Grata por todos os dias,
pelas pessoas as quais fazem parte dela, da família, dos amigos, do amor
sincero... E ela agora é feliz.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Outros caminhos para os mesmos sonhos
Nos depararmos em
certo momento da vida com tantos objetivos inalcançados faz com que, mesmo
relutantes, fiquemos tristes. Não é aquele tipo de tristeza inventada em nossas
cabeças sobre coisas bobas, como, por exemplo, a distância de tal amiga que
pode significar o afastamento proposital dela. É algo mais profundo, que remete
a todas as tuas atitudes as quais te fizeram trilhar um caminho incerto, até
certo ponto, no qual te encontras agora. O pior de tudo é que tu não estas bem,
estas infeliz e incompleto. Muitos culparão até mesmo seus pais pelo fracasso
de seus sonhos, o que, em absoluto, é errado. Se os sonhos são teus, os
caminhos foram percorridos por ti e os esforços foram medidos conforme as tuas
necessidades não há outro culpado se não tu mesmo, meu caro. Aceitar essa
realidade é um pequeno, porém significativo, passo para mudar essa realidade. Acredite,
o jogo pode virar, a rota pode ser alterada e novas atitudes são capazes de
tornar antigos sonhos reais. Se a natureza muda constantemente qual seria a tua
justificativa para não fazer o mesmo em aspectos humanos?
Uma vez li que os
conselhos nada mais são do que experiências de outras pessoas, as quais não
deram certo, foram reaproveitadas, embrulhadas em um papel de presente bonito e
colocadas a disposição novamente. Entendem? Isso é perigoso demais para ser
levado em consideração tão facilmente. O mais sensato é reavaliarmos nossas
experiências, os resultados e tomarmos decisões que sejam divergentes das
anteriores. E o mais importante, no seu tempo. Muitos gostam de induzir as
pessoas a fazer exatamente aquilo que elas próprias não podem, ou não querem
fazer. Seja radical, se esse for a definição mais propícia a sua atitude, mas
faça o que tens que fazer quando quiseres fazer, sem pressão. Garanto que há
grandes possibilidades de sucesso trilhando o caminho com essa nova abordagem.
Ser capaz de fazer
coisas incríveis todos somos, o que diferencia uns dos outros neste ponto é
aqueles que não possuem a coragem de fazer e invejam aqueles que fazem. Mas não
acaba nisso, pois como estamos lidando com um sentimento negativo essas pessoas
ainda são capazes de interferir apenas pelo prazer de acabar com a coragem, os
sonhos e a grandeza daqueles que tentam fazer a diferença. Talvez não sejam
pessoas más em sua plenitude, apenas covardes, fracas ou vazias. Mas isso não
importa, devemos apenas ter conhecimento para não nos deixarmos vencer. Sim, de
certa forma é uma luta constante, a cada dia, a cada opção. Muitas vezes
esperar pelo reconhecimento de pessoas covardes não agregarão nada em sua vida.
Nada. Mais uma vez digo: esqueça. Guarde suas forças em projetos construtivos e
que te façam engrandecer não apenas profissionalmente, mas também sua alma e
bondade.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Inquietações - parte 11
Eu quero amor, e desejo amor para ti também porque tu
mereces. Todo mundo merece amar, ser amado e viver tranquilamente com isso, com
aquilo, com o que for. Sinto falta de viver em alguns momentos, então me jogo
loucamente em qualquer coisa que eu sinta uma ponta de espontaneidade. Seja o
que for, afinal pensar demais todo o tempo acaba te tomando grande parte da
vida. Eu sei, é difícil, mas se eu consigo certamente tu também consegues. Tente!
Seja a menina de alguém, o broto de alguma guria sonhadora e apaixonada, deixe
esse medo todo de lado, esse rancor, essas lembranças de experiências
frustradas pra lá...Viva! Tenha um cachorro, um gato, um pato, algum animal com
o qual tu possas brincar, cuidar, conversar. Sério! Isso faz uma diferença na
vida da gente incrível, acredite. Dance também, sozinho, acompanhado,
civilizadamente ou como uma louca desvairada. Quem se importa? Tu quem deves
ser a maior interessada no teu corpo, nas tuas atitudes, nos teus pensamentos e
nas tuas opiniões; o resto não importa. Ame, loucamente.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
A insistência do contrário do querer
Não consigo entender grande parte das atitudes alheias
e nessa altura da minha vida já começo a aceitar que nunca entenderei. O grande
motivo pelo qual penso dessa maneira se deve ao fato de que são pensamentos
alheios, outras pessoas, outras vidas e perspectivas completamente opostas da
minha. E é melhor parar por aqui pra não perder a sanidade, entendem? Aceitação
versus entendimento, uma constância em minha vida. De repente por me encontrar
escrevendo sobre isso (novamente) signifique uma possibilidade de que não estou
contenta com esse término de pensamento, que irei em algum momento pensar mais
profundamente a esse respeito e mudar de opinião. Afinal nada me impede de
mudar, nunca.
Ainda falando sobre escolhas gostaria de sanar uma
dúvida que há tempos me perturba, mas como aprecio dar tempo ao tempo para
amadurecer as ideias nunca consegui, de fato, uma resposta/solução definitiva. Analisem
comigo, pois creio não ser um processo longo e de fácil entendimento. Imaginem que
há dois caminhos, quando optamos por um deles (porque normalmente quando
queremos optar entre um ou outro é o que acontece) o outro fica de lado, não
fazendo mais parte de nossa preocupação, pensamento ou estimulando nossa dúvida,
pois já obtivemos nossa escolha. Pois bem, seguimos em frente no caminho
escolhido, algumas vezes já conhecido por nós, o que pode significar muitas
coisas dentre uma delas o medo de se arriscar, já que havia outro caminho
desconhecido e preferimos ignorá-lo pelo já percorrido. Talvez durante esse
percurso algo novo aconteça, nós mesmos comecemos a olhar para ele de uma forma
diferente... Não sabemos. Mas seguimos, porque é isso que precisamos fazer
enquanto vivos. Entretanto, o que fazer se em determinado ponto do percurso,
sem haver combinação alguma, os caminhos se cruzarem? Se os planos que ficaram
esquecidos tornarem a ser ressaltados de maneira tão intensa mesmo que por
segundos? Isso poderia ser um sinal do universo para que nos tornemos cientes
da nossa escolha errada ou apenas um mero acaso?
Não tenho as respostas, não faço ideia do que o
universo pretende com isso ou aquilo, mas posso apoiar minhas poucas certezas
nas experiências as quais tive quando decidi, por muitas vezes, pegar o outro
caminho mesmo depois de já ter escolhido uma primeira rota. Da mesma forma como
as pessoas envelhecem elas também mudam seu pensamento, vivem, aprendem, se
entristecem, se alegram... Tudo isso faz com quem suas opções se ampliem ou
diminuam com o passar dos anos, depende muito mais dela do que dos outros. Algumas
pessoas não conseguem pular de um caminho para o outro por puro desânimo. Não acreditam
que terão fôlego para recomeçar de uma maneira diferente, mesmo sabendo que é o
que mais querem de suas vidas. Desta forma permanecem no primeiro caminho, com
as mesmas perspectivas e as mesmas insatisfações, escolhendo erroneamente pela
segunda vez. Mas é a escolha pessoal dela, mesmo que isso interfira na vida de
outros (o que geralmente acontece). Com isso creio que esbarrar em planos e
características que já foram dispensadas outrora não signifique,
necessariamente, que devemos parar tudo e voltar correndo para a opção
descartada. Ora, sejamos firmes! Se estamos bem, contentos, felizes, tranquilos
qual seria o motivo consistente para fazer isso? Não há! Ao menos esta é a
minha humilde opinião que tem me ajudado (e muito) no último ano. Não entendam
mal, sou a favor da mudança quando o plano atual não esta dando certo, mas do
contrário não entenderia o motivo da mudança, principalmente por algo que já
descartamos. A vida precisa ser evolutiva, precisamos crescer, encontrar um
motivo para acordarmos todos os dias e sorrir.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Aos idiotas, as batatas!
Eventualmente ficar afastada (contra a própria
vontade) de algo o qual tu gostas demais pode ser um momento único para uma
profunda reflexão. Não como sendo uma
obrigação fazer isso, mas apenas juntando o útil ao agradável, mesmo sendo
deveras contraditório, uma vez que tu não gostarias de não o estar fazendo. Enfim,
pode ser uma boa hora, acredite. Sobre momentos reflexivos possuo uma vasta
experiência, mas acredito que a maioria dos teus pensamentos mais errôneos
somente serão descartados depois de anos guardados na tua mente. Como sendo
algo que esta lá, te incomoda tanto que um belo dia tu finalmente decides pôr
pra fora. E percebe o quão inútil ele era. Sobre erros também conheço um pouco,
julgo ser uma excelente maneira de tu teres certeza de algo. É bem simples, se
estas na dúvida basta apenas escolher uma opção e o fazer. Tem aquele papo de
50% de chance e bla, não? Eu sempre me apeguei a isso quando o medo batia, sou
da opinião que é muito melhor errar por si mesma do que pelos conselhos dos
outros. Pense nisso.
Como mencionei acima sobre o afastamento involuntário
gostaria de deixar claro o que, especificamente, quero ressaltar aqui. Qual foi
meu foco de pensamento nos últimos dias. Algumas pessoas (idiotas) se julgam
melhores, mais inteligentes e até mesmo superiores (humanamente falando) do que
outras. Isso seja pelo cargo o qual possuem, pela firma na qual trabalham ou
qualquer nível próximo a esses citados. Eu sei, há idiotas no mundo (muitos!) e
isso jamais irá mudar, quem sabe em algum século diminuo, mas a questão é que
essas pessoas não merecem atenção. Simples. A arte de ignorar deve ter sido
inventada direcionada para alguém assim: idiota. Realmente! É preciso ser muito
sábio para conseguir “driblar” o papo inútil, descabido, e ignorante de um
idiota. Quase que eu caio! Mas ainda bem que esses tipos são bem fáceis de
identificar depois de um tempo. Obrigada, consciência!
Têm-se a capacidade de pensar, raciocinar e por fim
fazer todas as escolhas diárias, de modo que não vejo um motivo racional para
ir contra tudo aquilo o que pensamos e tomamos como certo. Não existe nenhum
motivo sincero para não seguirmos nossa consciência e nosso coração. Não há! Se
eu escolhi algo foi depois de muito pensar, nada nem nenhum outro ser humano
terá a capacidade de me fazer mudar isso, a não ser eu mesma. Então, se algo te
faz infeliz, se alguém lhe faz mal pense nisso, analise todas as variantes e
tome uma atitude. Não vamos esquecer de que a vida não irá parar e esperar algo
acontecer, ela continuará fluindo todos os dias, tu prestando atenção no nascer
do sol ou se fechando entre as quatro paredes do teu quarto. Pense!
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Inquietações - parte 10
Meu coração não tem medida, não conhece o significado
que não esteja implícito nas coisas sensíveis, afetuosas e simples da vida. Da mesma
forma que eu penso o quanto as relações humanas sempre precisarão de mais amor,
de mais atenção e sensibilidade. Nesta troca humana estamos lidando com
pessoas, outros seres que possuem sentimentos à flor da pele; que desejam, que
sentem, que choram, que sofrem por se sentirem tão sensíveis. E o que podemos
fazer além de nos entregarmos, sinceramente, uns aos outros? O universo sabe o
que faz, muito melhor do que nós e nossos planos pra vida. Quantas coisas
inesperadas já ocorreram em sua vida e tu nem mesmo percebestes? Tudo o que
esta acontecendo, neste momento, não voltará mais. Já passou, acabou. O que irá
fazer a diferença é saber o que esse evento irá semear em sua vida, quais
pensamentos aleatórios tu terás depois dele e quais serão suas próximas
atitudes. Boas, ruins, isso quem decidirá serás tu. A base de tudo sempre deve
ser a total e absoluta sinceridade consigo mesmo. Sempre.
Creio que pessoas sensíveis possuam um motivo a mais
pra estarem vivas, já que tanta percepção sobre as coisas e pessoas precisa
servir pra algo. Mesmo que essas pessoas sofram com mais intensidade, possuam
tantas dúvidas quanto pensamentos, caiam frequentemente na solidão mais
profunda, mesmo com tudo isso eu acredito que tais pessoas sejam iluminadas de
alguma forma. Afinal se elas não fossem capazes de segurar essa “barra” toda
certamente não precisariam passar por isso. O engraçado é perceber como
valorizar cada alegria na vida faz uma diferença grandiosa, como se ter a
percepção daquele momento te fizesse pleno, e toda aquela energia percorresse
todo seu corpo pra depois explodir em partículas que se propagam por todo o
recinto o qual tu se encontras. Isso é lindo! Hoje tenho a consciência de que
posso sempre sentir isso, basta me permitir, não ter medo e continuar meu
caminho.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Novos tempos
Um papel em branco às vezes parece a coisa mais
difícil para mim, acontece uma necessidade das palavras surgirem ao mesmo tempo
em que os sentimentos, confusos, não sabem ao certo o que dizer. Estranho,
porém sincero. E praticamente impossível de conter. Tal como a vida, por mais
que tu tentes ir por um caminho o qual não tens certeza se queres mesmo ir tudo
pode travar, dar errado, não fluir. Ou tentar se fechar para o mundo, para as
pessoas apenas por pensar que já viveu demais, sofreu demais e agora não tens
motivo para passar por tudo de novo. Mas na verdade isso é uma grande tolice,
as pessoas são diferentes, possuem seus próprios mundos internos e alguns
desejam desesperadamente dividir toda essa essência com alguém. Como saber
quem? Não há meios disso, mas estar aberto às novas experiências, sinceramente e
de coração aberto pode ser incrível. Não esperar nada além de uma boa
companhia, uma noite agradável fora do quarto (ou dentro dele se for com
alguém) para deixar a solidão e o tédio de lado. Mesmo que por uma noite, mesmo
que tu não estejas tão empolgado. Por que não?
Aos poucos estou conseguindo ter essa nova percepção
sobre as coisas e as pessoas, pois por muito tempo, já desacreditada, me
fechei, de certa forma, para o mundo. Sinto que pode ser novos tempos, e que
muitas situações e pessoas já perderam seu sentido para mim. Simplesmente acabam,
passam, se vão. E não pretendo prender aquilo que precisa seguir, muito menos a
mim mesma.
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