segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Rasgar-me


Não há droga que me faça esquecer das perdas da vida. Já procurei de muitas formas amenizar essa dor que carrego há tanto tempo e que a cada ano se torna mais pesada. Sei que meu lamento não faz efeito algum, minhas lágrimas somente irão escorrer pela minha face até alcançar o chão e ali esperar secar. Meu peito que arranho com o desejo desesperado de rasgar-me, puxar pra fora toda essa pressão que pulsa, que me adoece, me enlouquece e me angustia. Dia após dia, longas noites sem dormir, tantas palavras jogadas ao vento sem ninguém escutar, e aqueles que escutam não conseguem compreender. Ninguém entende, apenas tentam consolar. A raiva logo chega, junto com aquela vontade de findar toda essa vida, que se faz tão diferente daquilo que leio nos romances bonitos, nos poemas românticos e que vejo nos filmes com finais felizes. Estou cansada demais, sabe? Não quero saber quais são as respostas, gostaria de não ter mais perguntas. Quantos mais irão passar, quantas vezes eu ainda irei me iludir antes de tudo acabar? Não importa, eu não quero mais. Quero poder me libertar, voar pra bem longe, sentindo o barato que deve ser não estar fincado no chão. Minha cabeça dói, não consigo respirar. Abstinência de vida.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Bixo grilo


Sempre fui do tipo de pessoa pensativa, que questiona aquilo que julga necessário, que sente o quanto certas coisas rotineiras não possuem valor algum de fato, que sente demais aquilo tudo o que as outras pessoas não conseguem perceber e que tende a sofrer por razões das quais muitos ignoram. Tudo isso tem os dois lados da moeda, com o passar dos anos fica um pouco menos difícil de se perceber angustiando, o que ajuda a procurar outro caminho e conseguir sobreviver. A vida é tão difícil, tantas questões para se pensar, decisões para tomar, caminhos para seguir, pessoas para conhecer e outras para aceitar a perda. Nunca estamos prontos para nada, essa é a verdade. Falar sobre suas convicções e expressar seu ponto de vista é algo que sai tão suave de nossa boca, mas que quando confrontá-dos nos tira o chão dos pés, bagunça nossa cabeça e faz com que percamos o rumo.
Algumas poucas pessoas valem a pena, valem tua amizade sincera e ganham teu coração, é quase raro quando acontece. Tu, meu amigo mais lindo, do coração tão bom, dos olhos tão sinceros, do sorriso tão leve e contagiante, o qual aceitou construir nossa amizade lá atrás quando ainda eramos adolescentes, loucos, imaturos e tão mais perdidos do que hoje. Lembro-me como nosso relacionamento foi se modificando, como procurávamos um no outro sempre o apoio nas horas difíceis, a parceria para as loucuras e a compreensão nas conversas difíceis, aquelas que se faziam tão necessárias. Que saudade eu sinto de ti, meu amigo! Com a tua partida inesperada, só e fria tu levou contigo parte de mim, agora sinto-me tendo parte de meu ser arrancada e de meu coração despedaçada. Os dias ajudam, dizem. O tempo cura as feridas, falam. Eu até agora não consigo, amigo. Dói demais…
Tudo o que mudou em mim nestes últimos anos devo parte à ti, meu querido amigo. A pessoa melhor que sou, consciente cada vez mais da necessidade de valorizar a vida, os amigos, familiares e aqueles que tanto me querem bem fazem parte de nossas conversas, de nossas reflexões e ensinamentos que tivemos juntos nesta vida, e quem sabe de outras. Sei que aqui estamos apenas dando um rolê, tentando acertar agora aqueles erros que outrora fizemos, quem sabe nessa dê certo, quem sabe pra ti já tenha dado, meu querido amigo. Pra mim ainda não…
Desesperadamente, após a tua partida física desta vida, procurei formas para preencher a tua falta, tão intensa e dolorosa em mim. Em vão, e ao perceber isso a dor ficou maior porque compreendi que não há nada que eu possa fazer a não ser sentir. Estou neste processo ainda, respeitando meu tempo, tendo picos de tristeza, de estabilidade e continuando a viver. Sei que tu jamais irias querer me ver chorando, agonizando ou me entregando assim, por isso luto para permanecer forte. Por ti, meu amigo.
O que eu puder fazer para confortar aqueles que tanto te amam eu irei fazer, da mesma forma sinto que esse alento também surte efeito em mim. É uma troca, de carinho e de amor que tu deixastes como lição para quem teve esse privilégio de conviver contigo, como amiga, como mãe, como irmã. Quero conseguir enxergar naqueles que estavam próximos a ti o verdadeiro valor deles, ser capaz de perceber aquilo que tu havias compreendido neles para os trazerem para perto de ti. Quero que a tua memória consiga estar presente nos momentos mais felizes de minha vida, no companheirismo entre os amigos, nos abraços de apoio, nas músicas, nos filmes e em tudo que há de mais bonito neste mundo. Me emocionar ao lembrar de como tu se faz presente em tudo não deve ser algo triste, mas feliz. Ainda irei conseguir pensar e sentir assim, amigo. Estou me esforçando. Pode ficar tranquilo agora, em paz na sua totalidade. Vai na fé, assim como tu mesmo deixou dito para nós. Te amo, para sempre.

domingo, 1 de abril de 2018

Congelar

Se fosse possível congelar o tempo, qual época tu irias escolher?
Quais pessoas tu terias ao teu lado?
Qual sensação tu desejarias guardar e viver por mais tempo?
Quais olhares, abraços, beijos e suspiros tu anseias tanto que até lhe falta o ar?
Quais lembranças invadem teus sonhos, confundindo-te e te fazendo duvidar do que foi sonho e do que é real?
E essa tal felicidade que não vem?

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A verdade que assombra

Sempre ouvi e li pessoas dizendo o quanto era “duro” ser adulto e que ninguém te falava a “real”. Hoje eu entendo as duas coisas. Ninguém quer falar como a vida muda totalmente quando tu precisas pagar as próprias contas, comprar comida e produtos de higiene, limpeza e todo o resto pra sobreviver, muito menos o quão desorientado tu ficas quando percebes que és o único responsável por sua vida. Isso é pesado demais! Liberdade por vezes é muita responsabilidade pra uma cabeça que mal se “achou” no mundo, e com isso vem mais um mar de outros questionamentos a serem feitos. Basicamente uma questão que leva à outra que aflora outra em um ciclo infindável de questões, e tudo isso na tua própria cabeça, a mesma que nem sabe cozinhar um feijão sem queimar!
Não basta ser uma pessoa “ferrada” dentro desse sistema que te suga, te constrói para render algo em benefício dos próprios malditos que estão no poder, te fazendo acreditar que precisas “ser alguém”, estudar, ter um emprego, ter sucesso, ter dinheiro e conseguir a tão almejada felicidade. Esse sistema que instaura em ti uma ansiedade sem fim e a instabilidade emocional recorrente, te fazendo acreditar que não passas de um m* por não ter títulos, por não ter passado naquele concurso, por não conseguir lidar com as suas próprias emoções e/ou por não conseguir agradar todo mundo. Em meio a tudo isso tu ainda tens que “saber lidar”com o fato de ser mulher. Ah! Coitadinha dela! Não esta no padrão de beleza, ninguém vai querer “ficar”com ela, ou dar uma oportunidade de emprego por ser gorda, ou por ser alta, por ser negra ou por ter alguma deficiência, ela não serve. Não interessa se ela é inteligente, o que importa é que não esta no padrão. A vida bera os trinta e o que tu fez dela? Qual é o plano? Ainda não casou, nem teve filhos, não consegue parar de ser tão triste...

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Reticências

A respiração nunca me foi de tamanha importância como é agora, talvez essa seja uma das razões pelas quais coloquei meu primeiro cigarro na boca. Adolescência rebelde, conturbada e doida, a gente sempre acaba pagando por ela alguns anos mais tarde. Arrependimento? Não, claro que não. Se eu não tivesse feito antes com toda a certeza faria agora e as chances de ser pior…
Eu e minha eterna conexão sensorial com meu passado que fica pior quando se mora em uma cidadezinha do interior como aqui. As pessoas não vão embora nunca, mesmo quando a oportunidade aparece. Ou pior, voltam. Eu ainda espero ter essa chance…
Como forma de perceber todo o crescimento o qual alcancei durante os anos fico retornando ao passado, não como forma de saudosismo, apenas como um diário onde estão marcados os pontos relevantes de minha vida. O ser humano tem isso, não consegue ver sua própria evolução dentro de um período. Talvez por isso que nunca nos contentemos com o que temos…
Como minha mãe sempre diz: “você sabia que não seria fácil...”

domingo, 29 de outubro de 2017

Inquietações - parte 14

Sobre um olhar atento, inexpressivo e amplo sou capaz de notar como a vida funciona. Os passos dados, os perdidos, os medrosos, e até aqueles que são tão rápidos que quando pisco não os vejo mais. A falta de ordem me incomoda, mas aceito que não sou eu quem vai organizar, pelo menos não o mundo todo. Preciso me atentar as coisas importantes, mas tudo o que me cerca tem seu devido valor, então me perco e acabo de misturando com muitas outras coisas as quais nem mesmo esperava ter contato. Sou mutável, evoluo a cada dia e compreendo cada vez mais algumas atitudes minhas e daqueles que estão ao meu redor. Não posso julgar, mas muitas vezes ao me expressar minha retórica vem contida de deduções e inexperiência acerca do assunto que nem eu mesmo tenho tanta certeza do que estou expressando ali. Sou humana, errante. Por mais inteligente e articulada que seja nunca deve-se perder a orientação de ser apenas mais uma pessoa nesse mundo, nessa vida que nunca saberemos bem o motivo de se estar aqui.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Caixas

     Guardar recordações de momentos, lugares e pessoas que passaram por nós pode ser uma forma de termos pequenas caixas de saudade, que com o passar do tempo se enchem de poeira e apenas servem para ocupar um espaço desnecessário. Durante muitos anos eu guardei várias caixas, hoje não tenho tanto apego, aprendi a valorizar todo o espaço que tenho, físico e emocionalmente. A gente começa a viver bem melhor depois que se entende a real necessidade de todas as coisas acumuladas, desapegar torna-se algo tão natural como lavar uma louça. Não falo isso pela moda minimalista a qual passamos, mas sim por consequência de anos de reflexão sobre meu próprio ser. Coisas materiais perdem o valor da mesma forma que as relações afetivas quando não são tão importantes, elas se desgastam sozinhas apenas com o passar do tempo. Desgastam, desaparecem. Depois de um bom tempo percebemos o quanto o contato com certas pessoas, ou a quantidade de objetos acumulados, ou até mesmo hábitos antigos deixados para trás não nos afetam. Como se nunca estivessem tido espaço algum em nossas vidas.
Ser capaz de criar raízes não significa estar de acordo de como tudo ao seu redor esta, da maneira como se vive e das pessoas as quais te cercam, mas se sentir inteiramente confortável e satisfeito de como elas estão. A mudança faz parte do processo dessa busca, ninguém escapa, não adianta relutar. Hoje me vejo muito melhor do que estava anos atrás, mas ainda existem muitas coisas que me tiram o sono. Ficar estagnada, arrastando amigos, namorados e todas as demais situações inúteis somente nos atrasa como partes de nossa própria evolução interior. Pense nisso.

terça-feira, 25 de julho de 2017

A dois passos

Ser uma pessoa reclusa e introspectiva me fez ser capaz de perceber melhor como são realmente aqueles que me cercam, principalmente se tratando dos meus amigos. A distância muitas vezes ocorre de forma natural, ou porque um dos envolvidos muda de cidade em busca de algo melhor pra si, ou porque mesmo morando na mesma cidade os horários e compromissos diários impedem a frequência dos encontros. Às vezes ambos tem essa rotina apertada e hoje em dia quando se tem a possibilidade de ir pra casa e dormir, ficar com a família, com o namorado ou até mesmo sozinha certamente será nossa primeira opção, sem contestar. Digo tudo isso porque esses motivos não definem a falta de amizade ou até mesmo o rompimento dela, são apenas fatores que ocorrem na vida louca de qualquer pessoa. A minha vida já foi assim também, talvez volte a ser e eu terei o conhecimento de que é algo totalmente normal. O fato é que de tempos em tempos a gente precisa daquele amigo (a) pra nos tirar da bad e quem sabe do que eu estou falando concorda que não é qualquer pessoa que nos serve nesta hora. Geralmente os únicos amigos mais íntimos são os quais nós precisamos, aqueles que já sabem das nossas recaídas, tristezas e desesperos. Pra mim uma das “missões” de amigo é dar essa força nos piores momentos, porque quando tudo esta bem fica bem fácil ser amigo, não é mesmo? Mas visitar aquele amigo (a) que diz não estar legal, atender a ligação desesperada daquela pessoa que tanto te considera e que te busca imediatamente antes que seja capaz de fazer alguma besteira parece ser um pouco mais complicado. Talvez tenhamos ideias de amizades diferentes, o que me parece mais estranho ainda se isso for verdade, uma vez que a definição de amizade é bem clara: “sentimento de grande afeição, simpatia, apreço entre pessoas ou entidades.” Tenho a sorte grande de ter poucos, bem poucos amigos (as) os quais posso contar tanto para os momentos de crises existenciais como pra uma noite de pizza e filmes. Eu os amo demais, como grandes irmãos e irmãs de alma. Os respeito, confio neles e os amo. Pra mim essas três palavras definem bem do que é feito a amizade. Se ainda existo depois de ter passado por tantas bads devo muito aos meus sinceros e queridos amigos. Lutar fica mais fácil quando temos a força advinda de companheiros que também nos valorizam como humanos, como amigos.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Sendo forte

     Acredite, isso aqui ainda vale a pena. Por mais terríveis que possam ser os seus dias, por mais insatisfeito que estejas com seu trabalho, ou a falta de um, irritado com seu parceiro, com seus pais, com seus irmãos, com seus vizinhos, com a humanidade em si, com tantas questões sem respostas que ainda te perturbam às 2h naquele silêncio quase absoluto da cidade. Mesmo com tudo isso e muito mais acredite, isso pode valer muito a pena. As primeiras providências para se evitar ações errôneas motivadas pelo desespero é falar com alguém o mais rápido possível, desde que não seja aquela pessoa babaca que te faz esperar quase 5 minutos por uma resposta ou para ser atendida ao telefone. Não! Pessoa errada, camarada! Pense naquela pessoa que sempre esta contigo, aquela na qual tu confias e tanto te entende nesta vida. Dada as circunstâncias não será difícil se pensar em quem, pois nessas horas é quase que intuitivo a lembrança. Já sabe a quem recorrer agora, então basta gritar, metaforicamente ou não, mas faça! Compartilhe seu desespero, mostre tudo o que se passa na tua cabecinha complexa e nesse coraçãozinho tão machucado. Fale tudo, com certeza ela vai te ouvir. Depois de desabar, aos poucos, preste atenção no que ela te disser. Realmente leia e interprete cada palavra, ou se for o caso escute. Vá se acalmando, lembre-se de respirar, isso ajuda e muito nessas horas. Com o passar dos minutos tu percebes que não precisa disso tudo, essas lágrimas todas, essa falta de ar... Mas tudo no seu tempo, sem pressa. Cuidadosamente vá saindo dessa posição fetal angustiante, sente-se, enxugue essa cara, respire, levante-se e vá tomar um banho. Quente ou frio, como for de sua preferência, mas sejas carinhosa consigo mesma, limpe-se, curta-se neste momento de se livrar das energias negativas, imaginando que todo esse peso vai caindo assim como a água que vai escorrendo por todo o seu corpo. Sinta-se mais leve, olhe-se no espelho, repare em ti, quão bela és!


   Novamente conseguistes superar a ti mesma em mais um momento de crise, não tenhas vergonha de admitir isso. Seja grata pela alma iluminada que tens ao lado sempre disposta a te ajudar, são esses seres de luz os quais deves valorizar: amigos sinceros. Pense em todos os momentos felizes os quais tivestes até agora em tua vida, as pessoas maravilhosas que tens por perto, até mesmo o cachorro fofinho que se preocupa contigo ao te ver chorando e pula alegremente quando retornas para casa. Pense em tudo isso, ainda vale muito a pena estar viva. Seja forte, fiques bem.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Inquietações - parte 13

Sempre tão óbvio, ali esta ele novamente
Tentando sempre se adaptar ao meio, juntar-se aos outros, tornar-se parte do todo.
Dizem que ele não se parece com ninguém, mas, mesmo assim, o aceitam.
Será que a chave para tudo é justamente não ser adaptável?
O que dizer daquele grupinho que insiste em se prevalecer em tudo a não ser uma única palavra: hipocrisia.
Como se isso não bastasse ainda querem que tu aceites absolutamente tudo, caladinho, sem pensar, sem chorar, sem angustiar... e não ouse em sair do seu cantinho, hein! Trágico.

Nessa merda catastrófica que insistem em chamar de vida ele persiste, muitas vezes nem sabe o motivo, já não sente motivação alguma, muito menos enxerga sentido em levantar-se diariamente da cama. Mas ele continua a levantar, tombo após tombo, desprezando com todas as suas forças o que se denomina por “rotina”, mas faz todos os dias as mesmas coisas.


domingo, 24 de janeiro de 2016

Sobre recordações e solidão

Ninguém te diz o quanto será difícil nascer, apenas somos gerados em algum momento, nos formamos durante um período pré determinado e logo precisamos sair desse aconchegante lugar. Não fazemos ideia do que nos espera do outro lado, mesmo assim somos condicionados a encarar o percurso. Sozinhos, desde o princípio de nossa existência. Com isso, qual o motivo de nos sentirmos incomodados com a solidão? Aquela necessidade de compartilhar bons momentos com outras pessoas, de participar dos sorrisos, sermos lembrados, não se deixar prender pela mesmice, sentir-se realmente e incondicionalmente viva. Reparar que com o passar dos anos muitos se perderam por outros caminhos os quais já não se encontram com os teus, não deixando nenhum vestígio perdido pelos lugares onde costumavam estar, ou qualquer resquício de sua existência. Aos poucos também desaparecendo de nossas mentes, passando de uma vaga lembrança para o total e absoluto esquecimento.

Hoje me pergunto onde estava com a cabeça quando decidi guardar e colecionar recordações em objetos materiais. Isso é totalmente autodestrutivo! Sem contar no acúmulo infinito de coisas as quais apenas uma pessoa é capaz de reunir ao longo dos anos. Quero me desfazer de tudo isso, queimar cartas, fotos e presentes os quais já não signifiquem algo realmente importante para mim. Não preciso passar por tudo outra vez, chorar por motivos que já não fazem qualquer sentido, trazer à tona sentimentos passados e lembrar de pessoas as quais não fazem diferença em minha vida hoje. Creio que não preciso disso para saber que tive uma vida. Quero ser capaz de fazer o contrário, ter cada vez menos bens materiais, coisas desnecessárias dentro de minha casa, pessoas descartáveis e mesquinhas ao meu redor e ser. Apenas ser. Se eu morresse hoje ainda não estaria em paz, e isso sim é um problema. No fim, assim como no começo, estaremos sozinhos. Não?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Inquietações - parte 12

   Ainda não consegui compreender muito bem, ou de repente somente aceitar, o distanciamento entre as pessoas. Conhecidas, no caso. Amigos que outrora eram inseparáveis, onde havia trocas infinitas de mensagens, encontros, conversas que duravam horas... Ou aqueles que nem eram tão grudados, porém existia aquele laço sincero e bonito que mesmo com a distância física jamais se permitia que a amizade morresse. É desesperador se deparar com a solidão em sua forma mais intensa possível. Os amigos são aqueles que deixam esse peso mais leve, preenchendo nossas vidas com momentos memoráveis, nos acolhendo nos momentos difíceis da vida ou apenas apreciando a companhia mutuamente. Faz falta. Olhar o horizonte e sentir tanta saudade de pessoas que já não fazem muita questão de estarem presentes, não importa a forma, entristece. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Esqueça

Acredito no arrependimento, depois de certo tempo somos capazes de avaliar com mais calma determinados assuntos e nos depararmos com escolhas erradas, palavras ditas sem necessidade, oportunidades perdidas e tudo mais. De certa forma, faz parte do processo de amadurecimento. Porém seria muito egoísmo de nossa parte, até mesmo infantilidade, esperar que, ao se tratar de outras pessoas, esperarmos outra chance. Ninguém é obrigado a nos conceder isso, em hipótese alguma. Tudo bem que depende muito mais da pessoa em questão, eu mesma já fui flexível neste aspecto inúmeras vezes, mas em determinada altura da vida, depois de tantas tentativas a gente acaba desistindo. Sabe, deixando o vento levar pra outra direção. O desgaste é bem mais relevante do que persistir novamente em uma situação que já te tomou tanto tempo e esforço. Da mesma maneira que eu decido por fim a determinado assunto envolvendo outra pessoa, por exemplo, o outro em questão também esta no seu direito de prosseguir tentando. Não é uma questão de certo ou errado, isso é relativo aqui, o que esta em foco é a decisão de cada um, as quais devem ser respeitadas. Resolvido isso o que sobrar, como insistências de uma das partes, serão apenas tentativas vazias e errôneas. Se aqui cabe um bom conselho: não insista, apenas esqueça.
Talvez estejas me questionando sobre os sentimentos que estão inseridos neste caso, de como ser capaz de conviver sob tal pressão psicológica, tortura mental, saudade... Pois novamente te digo: esqueça. Não que seja fácil, ainda mais se fores um daqueles sentimentais dramáticos (bem perto do que sou) onde tudo faz lembrar, reviver, adoecer, sofrer. Por mais horrível que seja, esqueça. Acredite, o tempo ajuda bastante, mas não espere que ele faça tudo. Comece a fazer as coisas habituais de uma forma diferente. Mude o caminho, os ambientes, conheça pessoas, lugares. Perca tempo com coisas triviais ao seu ver, quem sabe em uma dessas tu comeces a perceber quantas coisas existiam sempre bem ao seu redor e nunca percebestes. Tente, esvazie a mente, liberte este coração e viva. Se cuide, seja cauteloso, mas não deixe de viver por conta disso. Todos estamos cada vez mais próximos de não mais existir, qual o sentido de não estarmos abertos e propensos ao desconhecido?

domingo, 20 de setembro de 2015

Diz que é feliz

De tanto desejar, sonhar, chorar pedindo intensamente, conseguiu. O universo sempre ouviu seus lamentos, sabia que ela merecia e a ela concedeu. Simples, como esperar uma semente brotar, tornando-se uma bela árvore. Ela foi paciente, depois de tanta vida ter passado, tantos aprendizados, finalmente ela se sentia feliz, completa e explodindo tanto amor que agora precisava amar o mundo também. Quem sabe não consiga, já que sua intenção é tão verdadeira . Não há nada, absolutamente nada neste mundo, nesta e em outras vidas que tu não possas conseguir. Algumas coisas precisam de esforços para serem alcançadas, outras de experiências, mas algumas precisam de tempo para chegarem até ti. Essa é uma das leis do universo, a meu ver. Não apresse esse tempo, apenas viva, continue sonhando e acreditando que qualquer dia, geralmente quando menos esperas, cabom!

Ela ainda sonha intensamente, cheia de planos, de objetivos e se emociona apenas por imaginar conseguir. Cada novo dia ao acordar deve ser celebrado ao lado daqueles que tanto amas, ela sabe e é imensamente grata por isso. Grata por todos os dias, pelas pessoas as quais fazem parte dela, da família, dos amigos, do amor sincero... E ela agora é feliz. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Outros caminhos para os mesmos sonhos

Nos depararmos em certo momento da vida com tantos objetivos inalcançados faz com que, mesmo relutantes, fiquemos tristes. Não é aquele tipo de tristeza inventada em nossas cabeças sobre coisas bobas, como, por exemplo, a distância de tal amiga que pode significar o afastamento proposital dela. É algo mais profundo, que remete a todas as tuas atitudes as quais te fizeram trilhar um caminho incerto, até certo ponto, no qual te encontras agora. O pior de tudo é que tu não estas bem, estas infeliz e incompleto. Muitos culparão até mesmo seus pais pelo fracasso de seus sonhos, o que, em absoluto, é errado. Se os sonhos são teus, os caminhos foram percorridos por ti e os esforços foram medidos conforme as tuas necessidades não há outro culpado se não tu mesmo, meu caro. Aceitar essa realidade é um pequeno, porém significativo, passo para mudar essa realidade. Acredite, o jogo pode virar, a rota pode ser alterada e novas atitudes são capazes de tornar antigos sonhos reais. Se a natureza muda constantemente qual seria a tua justificativa para não fazer o mesmo em aspectos humanos?
Uma vez li que os conselhos nada mais são do que experiências de outras pessoas, as quais não deram certo, foram reaproveitadas, embrulhadas em um papel de presente bonito e colocadas a disposição novamente. Entendem? Isso é perigoso demais para ser levado em consideração tão facilmente. O mais sensato é reavaliarmos nossas experiências, os resultados e tomarmos decisões que sejam divergentes das anteriores. E o mais importante, no seu tempo. Muitos gostam de induzir as pessoas a fazer exatamente aquilo que elas próprias não podem, ou não querem fazer. Seja radical, se esse for a definição mais propícia a sua atitude, mas faça o que tens que fazer quando quiseres fazer, sem pressão. Garanto que há grandes possibilidades de sucesso trilhando o caminho com essa nova abordagem.

Ser capaz de fazer coisas incríveis todos somos, o que diferencia uns dos outros neste ponto é aqueles que não possuem a coragem de fazer e invejam aqueles que fazem. Mas não acaba nisso, pois como estamos lidando com um sentimento negativo essas pessoas ainda são capazes de interferir apenas pelo prazer de acabar com a coragem, os sonhos e a grandeza daqueles que tentam fazer a diferença. Talvez não sejam pessoas más em sua plenitude, apenas covardes, fracas ou vazias. Mas isso não importa, devemos apenas ter conhecimento para não nos deixarmos vencer. Sim, de certa forma é uma luta constante, a cada dia, a cada opção. Muitas vezes esperar pelo reconhecimento de pessoas covardes não agregarão nada em sua vida. Nada. Mais uma vez digo: esqueça. Guarde suas forças em projetos construtivos e que te façam engrandecer não apenas profissionalmente, mas também sua alma e bondade.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Inquietações - parte 11

Eu quero amor, e desejo amor para ti também porque tu mereces. Todo mundo merece amar, ser amado e viver tranquilamente com isso, com aquilo, com o que for. Sinto falta de viver em alguns momentos, então me jogo loucamente em qualquer coisa que eu sinta uma ponta de espontaneidade. Seja o que for, afinal pensar demais todo o tempo acaba te tomando grande parte da vida. Eu sei, é difícil, mas se eu consigo certamente tu também consegues. Tente! Seja a menina de alguém, o broto de alguma guria sonhadora e apaixonada, deixe esse medo todo de lado, esse rancor, essas lembranças de experiências frustradas pra lá...Viva! Tenha um cachorro, um gato, um pato, algum animal com o qual tu possas brincar, cuidar, conversar. Sério! Isso faz uma diferença na vida da gente incrível, acredite. Dance também, sozinho, acompanhado, civilizadamente ou como uma louca desvairada. Quem se importa? Tu quem deves ser a maior interessada no teu corpo, nas tuas atitudes, nos teus pensamentos e nas tuas opiniões; o resto não importa. Ame, loucamente.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A insistência do contrário do querer

Não consigo entender grande parte das atitudes alheias e nessa altura da minha vida já começo a aceitar que nunca entenderei. O grande motivo pelo qual penso dessa maneira se deve ao fato de que são pensamentos alheios, outras pessoas, outras vidas e perspectivas completamente opostas da minha. E é melhor parar por aqui pra não perder a sanidade, entendem? Aceitação versus entendimento, uma constância em minha vida. De repente por me encontrar escrevendo sobre isso (novamente) signifique uma possibilidade de que não estou contenta com esse término de pensamento, que irei em algum momento pensar mais profundamente a esse respeito e mudar de opinião. Afinal nada me impede de mudar, nunca.
Ainda falando sobre escolhas gostaria de sanar uma dúvida que há tempos me perturba, mas como aprecio dar tempo ao tempo para amadurecer as ideias nunca consegui, de fato, uma resposta/solução definitiva. Analisem comigo, pois creio não ser um processo longo e de fácil entendimento. Imaginem que há dois caminhos, quando optamos por um deles (porque normalmente quando queremos optar entre um ou outro é o que acontece) o outro fica de lado, não fazendo mais parte de nossa preocupação, pensamento ou estimulando nossa dúvida, pois já obtivemos nossa escolha. Pois bem, seguimos em frente no caminho escolhido, algumas vezes já conhecido por nós, o que pode significar muitas coisas dentre uma delas o medo de se arriscar, já que havia outro caminho desconhecido e preferimos ignorá-lo pelo já percorrido. Talvez durante esse percurso algo novo aconteça, nós mesmos comecemos a olhar para ele de uma forma diferente... Não sabemos. Mas seguimos, porque é isso que precisamos fazer enquanto vivos. Entretanto, o que fazer se em determinado ponto do percurso, sem haver combinação alguma, os caminhos se cruzarem? Se os planos que ficaram esquecidos tornarem a ser ressaltados de maneira tão intensa mesmo que por segundos? Isso poderia ser um sinal do universo para que nos tornemos cientes da nossa escolha errada ou apenas um mero acaso?

Não tenho as respostas, não faço ideia do que o universo pretende com isso ou aquilo, mas posso apoiar minhas poucas certezas nas experiências as quais tive quando decidi, por muitas vezes, pegar o outro caminho mesmo depois de já ter escolhido uma primeira rota. Da mesma forma como as pessoas envelhecem elas também mudam seu pensamento, vivem, aprendem, se entristecem, se alegram... Tudo isso faz com quem suas opções se ampliem ou diminuam com o passar dos anos, depende muito mais dela do que dos outros. Algumas pessoas não conseguem pular de um caminho para o outro por puro desânimo. Não acreditam que terão fôlego para recomeçar de uma maneira diferente, mesmo sabendo que é o que mais querem de suas vidas. Desta forma permanecem no primeiro caminho, com as mesmas perspectivas e as mesmas insatisfações, escolhendo erroneamente pela segunda vez. Mas é a escolha pessoal dela, mesmo que isso interfira na vida de outros (o que geralmente acontece). Com isso creio que esbarrar em planos e características que já foram dispensadas outrora não signifique, necessariamente, que devemos parar tudo e voltar correndo para a opção descartada. Ora, sejamos firmes! Se estamos bem, contentos, felizes, tranquilos qual seria o motivo consistente para fazer isso? Não há! Ao menos esta é a minha humilde opinião que tem me ajudado (e muito) no último ano. Não entendam mal, sou a favor da mudança quando o plano atual não esta dando certo, mas do contrário não entenderia o motivo da mudança, principalmente por algo que já descartamos. A vida precisa ser evolutiva, precisamos crescer, encontrar um motivo para acordarmos todos os dias e sorrir.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Aos idiotas, as batatas!

Eventualmente ficar afastada (contra a própria vontade) de algo o qual tu gostas demais pode ser um momento único para uma profunda reflexão.  Não como sendo uma obrigação fazer isso, mas apenas juntando o útil ao agradável, mesmo sendo deveras contraditório, uma vez que tu não gostarias de não o estar fazendo. Enfim, pode ser uma boa hora, acredite. Sobre momentos reflexivos possuo uma vasta experiência, mas acredito que a maioria dos teus pensamentos mais errôneos somente serão descartados depois de anos guardados na tua mente. Como sendo algo que esta lá, te incomoda tanto que um belo dia tu finalmente decides pôr pra fora. E percebe o quão inútil ele era. Sobre erros também conheço um pouco, julgo ser uma excelente maneira de tu teres certeza de algo. É bem simples, se estas na dúvida basta apenas escolher uma opção e o fazer. Tem aquele papo de 50% de chance e bla, não? Eu sempre me apeguei a isso quando o medo batia, sou da opinião que é muito melhor errar por si mesma do que pelos conselhos dos outros. Pense nisso.
Como mencionei acima sobre o afastamento involuntário gostaria de deixar claro o que, especificamente, quero ressaltar aqui. Qual foi meu foco de pensamento nos últimos dias. Algumas pessoas (idiotas) se julgam melhores, mais inteligentes e até mesmo superiores (humanamente falando) do que outras. Isso seja pelo cargo o qual possuem, pela firma na qual trabalham ou qualquer nível próximo a esses citados. Eu sei, há idiotas no mundo (muitos!) e isso jamais irá mudar, quem sabe em algum século diminuo, mas a questão é que essas pessoas não merecem atenção. Simples. A arte de ignorar deve ter sido inventada direcionada para alguém assim: idiota. Realmente! É preciso ser muito sábio para conseguir “driblar” o papo inútil, descabido, e ignorante de um idiota. Quase que eu caio! Mas ainda bem que esses tipos são bem fáceis de identificar depois de um tempo. Obrigada, consciência!

Têm-se a capacidade de pensar, raciocinar e por fim fazer todas as escolhas diárias, de modo que não vejo um motivo racional para ir contra tudo aquilo o que pensamos e tomamos como certo. Não existe nenhum motivo sincero para não seguirmos nossa consciência e nosso coração. Não há! Se eu escolhi algo foi depois de muito pensar, nada nem nenhum outro ser humano terá a capacidade de me fazer mudar isso, a não ser eu mesma. Então, se algo te faz infeliz, se alguém lhe faz mal pense nisso, analise todas as variantes e tome uma atitude. Não vamos esquecer de que a vida não irá parar e esperar algo acontecer, ela continuará fluindo todos os dias, tu prestando atenção no nascer do sol ou se fechando entre as quatro paredes do teu quarto. Pense! 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Inquietações - parte 10

Meu coração não tem medida, não conhece o significado que não esteja implícito nas coisas sensíveis, afetuosas e simples da vida. Da mesma forma que eu penso o quanto as relações humanas sempre precisarão de mais amor, de mais atenção e sensibilidade. Nesta troca humana estamos lidando com pessoas, outros seres que possuem sentimentos à flor da pele; que desejam, que sentem, que choram, que sofrem por se sentirem tão sensíveis. E o que podemos fazer além de nos entregarmos, sinceramente, uns aos outros? O universo sabe o que faz, muito melhor do que nós e nossos planos pra vida. Quantas coisas inesperadas já ocorreram em sua vida e tu nem mesmo percebestes? Tudo o que esta acontecendo, neste momento, não voltará mais. Já passou, acabou. O que irá fazer a diferença é saber o que esse evento irá semear em sua vida, quais pensamentos aleatórios tu terás depois dele e quais serão suas próximas atitudes. Boas, ruins, isso quem decidirá serás tu. A base de tudo sempre deve ser a total e absoluta sinceridade consigo mesmo. Sempre.

Creio que pessoas sensíveis possuam um motivo a mais pra estarem vivas, já que tanta percepção sobre as coisas e pessoas precisa servir pra algo. Mesmo que essas pessoas sofram com mais intensidade, possuam tantas dúvidas quanto pensamentos, caiam frequentemente na solidão mais profunda, mesmo com tudo isso eu acredito que tais pessoas sejam iluminadas de alguma forma. Afinal se elas não fossem capazes de segurar essa “barra” toda certamente não precisariam passar por isso. O engraçado é perceber como valorizar cada alegria na vida faz uma diferença grandiosa, como se ter a percepção daquele momento te fizesse pleno, e toda aquela energia percorresse todo seu corpo pra depois explodir em partículas que se propagam por todo o recinto o qual tu se encontras. Isso é lindo! Hoje tenho a consciência de que posso sempre sentir isso, basta me permitir, não ter medo e continuar meu caminho. 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Novos tempos

Um papel em branco às vezes parece a coisa mais difícil para mim, acontece uma necessidade das palavras surgirem ao mesmo tempo em que os sentimentos, confusos, não sabem ao certo o que dizer. Estranho, porém sincero. E praticamente impossível de conter. Tal como a vida, por mais que tu tentes ir por um caminho o qual não tens certeza se queres mesmo ir tudo pode travar, dar errado, não fluir. Ou tentar se fechar para o mundo, para as pessoas apenas por pensar que já viveu demais, sofreu demais e agora não tens motivo para passar por tudo de novo. Mas na verdade isso é uma grande tolice, as pessoas são diferentes, possuem seus próprios mundos internos e alguns desejam desesperadamente dividir toda essa essência com alguém. Como saber quem? Não há meios disso, mas estar aberto às novas experiências, sinceramente e de coração aberto pode ser incrível. Não esperar nada além de uma boa companhia, uma noite agradável fora do quarto (ou dentro dele se for com alguém) para deixar a solidão e o tédio de lado. Mesmo que por uma noite, mesmo que tu não estejas tão empolgado. Por que não?
Aos poucos estou conseguindo ter essa nova percepção sobre as coisas e as pessoas, pois por muito tempo, já desacreditada, me fechei, de certa forma, para o mundo. Sinto que pode ser novos tempos, e que muitas situações e pessoas já perderam seu sentido para mim. Simplesmente acabam, passam, se vão. E não pretendo prender aquilo que precisa seguir, muito menos a mim mesma.