sexta-feira, 4 de julho de 2014

Férias

Sabe aquele papo de sair da zona de conforto? Pois bem, isso realmente funciona em praticamente todas às vezes comigo, e ainda me pego surpresa. Estar de férias e pulando entre algumas cidades, vendo amigos, conhecendo gente, quebrando totalmente a rotina triste e infeliz de cada dia muda nossa alma! Claro que me pego cansada algumas horas, com uma pontinha de desejo de poder estar em meu quarto, com meus filmes, meus livros, no sossego, mas isso dura apenas um segundo quando olho ao meu redor e vejo as pessoas fantásticas que estão me ajudando a mandar a monotonia pro espaço. Acho que esse é um dos segredos para a felicidade, sabe? Desligue-se, corra, fuja, suma! E se puderes contar com pessoas para isso, melhor ainda.

sábado, 28 de junho de 2014

Promessas

Tudo o que foi dito com sincero amor perdura por quanto tempo depois que duas pessoas se separam? Me pego pensando nisso e sinto um imenso medo de me deparar com uma realidade que talvez eu não tenha nem se quer imaginado nas piores das hipóteses. De minha parte as palavras possuem tanta importância quanto ações, uma vez que certas pessoas se sentem mais confiantes em falar tudo aquilo que desejam fazer do que fazer de fato. Quem sabe por falta de coragem, afinal grandes mudanças acabam envolvendo outras pessoas as quais nem sempre irão concordar com tuas iniciativas, enfim. Particularmente fazer e falar estão na mesma medida para mim, consigo lidar bem com ambos sem sofrer com isso. Quero dizer, de fato eu consigo fazer grande parte do que falo que irei fazer, não me importando muito como ficarei interiormente ao final de tudo. Mas o fato é que, mais uma vez, a maiorias das pessoas não são assim, então me questiono sobre tudo aquilo que foi dito enquanto havia a proximidade mútua. Se houve essa quebra de convivência, seja por imposição ou apenas desleixe, o que acontece com as palavras? O que fazer com tantas palavras que ecoam na mente, no coração e nas lembranças de um passado que ficou tão distante de repente?

As promessas permanecem valendo mesmo depois do afastamento, ou ambos estão “livres” para contar tudo o que foi confidenciado um ao outro? É uma loucura tentar desvendar os pensamentos do outro, querer ser capaz de alguma forma continuar a estar presente no cotidiano, ouvir e sentir todas as palavras que outrora eram tão suas. Momentos tão singulares que se tornaram pedaços de felicidade e que tão ferozmente foram arrancados, dilacerando por completo. Me diga, o que fazer agora? Aquelas palavras ainda valem?

terça-feira, 17 de junho de 2014

Inquietações - parte 4

O olhar baixo,
Vento balançando o cabelo no rosto,
Aquela nostalgia que ela já conhece bem.
Madrugada inteira acordada,
Pensamento fixo no passado,
Coração implorando pelo presente.
Menina vá dormir,
Deite, apague a luz e simplesmente durma,
Não é tão difícil assim afinal.
Enxugue essa lágrima,
Acalme esse coração,
Desista, ele não vai ligar,
Nenhuma mensagem nova vai chegar,
Desligue-se.
Ela acha que isso tudo não vai durar muito,
O tempo ajuda,
As pessoas se esquecem.
Quem sabe ela consiga ser uma dessas pessoas,
Fingir que esta bem,
Sorrir sem desejar chorar,
Caminhar pelas ruas sem olhar as árvores,
Prestar menos atenção nos detalhes,

Viver?

sábado, 7 de junho de 2014

Prosseguir

Estou te deixando pra trás, permitindo que a cada dia meu pensamento seja tomado cada vez menos por tuas lembranças, que meu choro se torne cada vez menos frequente assim como a vontade de te querer ao meu lado. Vou me permitir te esquecer, te deixar ir seja pra onde for, simplesmente não quero ter comigo algo que me faça tão triste da forma como isso tudo me deixou. Duas pessoas devem somar uma à outra, não diminuir, de modo que se tu não podes fazer isso comigo prefiro de deixar. Sabe, apenas vá. Esta não é hora nem a forma como realmente queremos, então é melhor esquecer. Não irei mais pensar, procurar caminhos os quais me levem até ti, chega disso. Quando a saudade bater irei lembrar, sentir por alguns minutos todo aquele amor, toda aquela falta que tu fazes pra mim e logo depois esquecer. É como resolvi tocar a vida, a minha vida. Não lhe desejo mal algum, jamais, apenas preciso te expulsar de mim, entende? Poucas palavras, porém sinceras. Fiques bem.

sábado, 31 de maio de 2014

Zelo

Sempre fui a mais transparente possível em tudo o que venho escrevendo até aqui, sinto que minhas palavras podem, de alguma forma, confortar outras pessoas que tenham pensamentos semelhantes aos meus ou que se sintam tão confusas quanto eu. De maneira alguma escreveria algo que fosse contra o que realmente sinto ou sou, não vejo motivos para isso, de modo que este post é uma forma, no momento a única, que tenho de tentar fazer com que minhas palavras cheguem até uma pessoa em especial. Uma pessoa pela qual tenho profundo carinho, com quem tive a oportunidade magnífica de passar momentos únicos e belos durante tão pouco tempo, mas que foram suficientes para que me marcasse tanto a ponto de eu estar aqui a falar dela. Por muitos motivos alguns de meus últimos textos possui uma carga quase que total a respeito desta pessoa, e sei que ela sabe disso. Talvez o que eu escreva agora infelizmente não chegue até seus olhos, é um risco pelo qual eu preciso estar ciente, uma vez que minha necessidade de que ela leia estas linhas já é maior do que tudo.
Primeiramente, me desculpe. Sei que muitas das coisas pelas quais passamos nos últimos meses não deveriam ter tomado este rumo tão precipitadamente, tenho consciência de que minha ansiedade por querer-te ao meu lado possa ter te levado a desprender-te da cautela pela qual sempre quisestes ter, mas não vejo isso como um erro. Se andamos no mesmo ritmo é porque havia pressa de ambos os lados, mesmo com uma total falta de planejamento referente as mudanças que certas atitudes iriam determinar na vida dos dois. Sabe, o coração muitas vezes precisa tomar as rédeas da situação, mostrando o quanto a mudança se faz necessária para a transformação benéfica de algo que passou por tanto tempo estagnada somente pela vontade alheia. Acordar para essas coisas da vida muitas vezes requer um certo choque, mesmo que doloroso.
Continuando, estando plenamente certa do que sinto e do que tu também sentes por mim, pautado em anos de silêncio e espera, o que posso dizer além do que já lhe disse? Tantas coisas que não precisam ser tratadas com tanta complicação e que fazes delas algo a impedir-te de, finalmente, conseguir levar uma vida pela qual há tempos sonhas. Por quê? Lembras do quanto lhe falei que duas pessoas não são obrigadas a viver na mesma infelicidade, muito menos envolvendo outras pessoas nessa bola infindável de sofrimento? Pense, mudar pode parecer algo tão fora de cogitação para certas pessoas que é exatamente o que devemos fazer em nossa vida, a qual temos apenas uma para fazer valer realmente a pena.
É tão irrelevante dizer o quanto estou mal com tudo isso, quantas vezes ao dia me pego tentando conter as lágrimas que meus pensamentos insistem em explodir sem ao menos me dar um resquício de chance para fingir. Sinceramente não tento mais, sou tão fracassada na tentativa de me iludir, falando para mim mesma que isso tudo logo irá passar, que irei superar, ou até mesmo impulsionando meu cérebro a apagar todas as lembranças possíveis e prováveis como uma maneira de ocultar o que realmente aconteceu entre nós. Não consigo. Hipócritas aqueles que dizem que a vida continua após algo tão estrondosamente impactante ocorrer em suas vidas, bem que talvez coisas como estas não aconteçam a todas as pessoas.

Poderia escrever muitas linhas mais, tentando desesperadamente descrever minha total falta de orgulho quando venho por meio destas te pedir de todo o coração que, se tudo aquilo ainda vale tanto, que se tua sinceridade e teu amor ainda existem, volte. Apenas volte. Não sou tão forte como imaginas, nem tenho tanto autocontrole como tens, então, por favor, quebre este silêncio.

sábado, 24 de maio de 2014

Transfiguração

Ao longo de nossas vidas quando preferimos cultivar o bem no lugar do mal, a alegria ao invés da tristeza, preferindo a sinceridade em qualquer circunstância, o sofrimento cada vez torna-se menor. Como se realmente fosse algo gradual e dependente daquilo que tu fazes. Atitudes tomadas precipitadamente, levadas apenas pela necessidade momentânea, falta de reflexão perante uma grande mudança ou ainda reviravoltas que a vida teima em nos dar. Qualquer que seja a situação devemos ser maduros o suficiente para respirar, nos isolar e meditar sobre todas as partes envolvidas. Medir nossos sentimentos conforme a realidade, estudar as inúmeras possibilidades que nos são expostas a cada novo passo de nossa vida e somente depois tomar a decisão final. Escolher o caminho menos árduo ou optar pela estagnação presente nem sempre significa a resolução dos problemas, na realidade não se trata do tamanho da dificuldade que deve ser enfrentada para se chegar ao final, mas sim a resposta mais sensata. Não há um tempo para essa meditação ser feita, algumas pessoas conseguem passar do estágio do sofrimento ao momento de reflexão em algumas horas apenas, talvez pela constância da qual sempre passam pelo mesmo processo. Outras necessitam de alguns dias, isoladas e em sofrimento profundo para poderem absorver e abstrair tanta dor. Há situações em que esses níveis não dependem somente da pessoa, uma vez que todos os seres humanos acabam se envolvendo uns com os outros nesta vida, consciente ou inconscientemente. Nesta parte de sofrimento o amadurecimento psicológico e sentimental de uma pessoa influencia ativamente no tempo, como se ela já houvesse lido o mesmo livros diversas vezes, soubesse qual é o enredo, as personagens, tempo e espaço. O que pode lhe ser novo são os detalhes, aqueles que a cada nova leitura se acentuam entre os fatos já ocorridos.
Quando nos percebemos inseridos em uma vida da qual não nos faz feliz acabamos sentindo uma imensidão de sentimentos, muitas vezes negativos, que nos confundem, nos desespera e nos faz ficar sem foco. Desespero. A falta da calma nos impede de pensar, primeiro erro do ser humano em tais situações. Somos todos mutáveis, assim como a natureza. Persistir na infelicidade por uma ilusão em se fazer feliz terceiros é uma atitude tão errônea, como se alguém fosse se sentir completo sendo a causa da infelicidade de alguém. Claro que existem pessoas ruins as quais esse tipo de sentimento devem as acompanhar, mas tenho fé que nesta vida muitos ainda tenham um bom coração. Sabe, aquele desejo de fazer o bem sincero e se sentir feliz e completo com isso. Assim que me sinto, é esse meu impulso diário para unir forças contra a preguiça, a tristeza, a solidão... quando centralizamos nosso pensamento em atitudes positivas nosso corpo se enche de positividade também, e é possível até perceber pequenos sinais da vida te retribuindo isso.  Creio que esteja ligado, já mencionei em outras instâncias a possibilidade de se existir um ciclo na vida em relação a todas as nossas atitudes, da mesma forma para mim isso é válido quando falamos de sentimentos, da dor. Quando passamos por momentos complicados é impossível ficarmos apáticos a isso, ser capaz de se entregar profundamente à dor e ao sofrimento faz parte. É natural. Durante este processo vamos analisando melhor o que nos envolve, nos faz perceber que a resolução muitas vezes possa estar bem a nossa frente. O que se deve ter cautela quando falamos sobre sofrimento é aquela linha tênue que pode nos levar tão fundo que mal enxerguemos a luz ao final, desta forma não estaremos buscando uma melhora significativa, mas sim apenas desistindo de tudo a cada passo dado. Respirar, não deixar se tomar pelo desespero e ser capaz de perceber todos os ângulos de um mesmo problema são aspectos que auxiliam para que haja realmente uma melhora neste plano, e que o ciclo sentimental continue a funcionar. Autocontrole, meus queridos, é possível. Afinal, há aquele ditado que diz “se ainda não deu certo é porque não chegou ao fim”.  Acredito no tempo cada vez mais. E tu, tens este mesmo pensamento? 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Silêncio

Ainda me deito de lado e fixo meu olhar nas sombras da parede do quarto. Ouço aquelas músicas tristes incessantemente em meus fones de ouvido, não para chorar, apenas para pensar. Claro que as lágrimas são inevitáveis, quando o coração aperta tanto a ponto de tu não ser capaz de se controlar no meio de tanta escuridão e solidão. Só, mesmo que parte de alguém tu ainda se sentes tão só. Duas partes que se unem perfeitamente em uma bela noite estrelada, depois de sonharem separados por tantos anos, mas ainda não estão completos. Ainda não se uniram para toda a vida, apenas por uma noite. Dizem que ter paciência ajuda, parar de sonhar acordado também, mas como evitar isso na calmaria da madrugada neste quarto tão solitário? Parece que o corpo paralisa, o coração dispara e o espírito vaga livre entre as árvores, procurando pelo caminho até encontrar aquele por quem tanto espera.

Poucos podem compreender esse sentimento, muitos jamais sentiram algo assim e a grande maioria apenas se importa consigo mesmas. Não se pode julgar, nem fazer previsões, apenas apoiar aqueles que passam por momentos assim todas as noites e já não sabem esconder aquilo que tanto machuca o coração. Os sonhadores, sempre passando por tempos difíceis. Os sinceros, sempre lutando contra a maldade e mediocridade quase que do mundo inteiro. Os românticos incompreendidos, que acreditam acima de tudo que cada atitude que demonstre seu amor pode acarretar em uma grande mudança para si e para os outros. Acreditem, essas lágrimas guardam mais amor do que tristeza. Respire.