sábado, 6 de fevereiro de 2016

Inquietações - parte 13

Sempre tão óbvio, ali esta ele novamente
Tentando sempre se adaptar ao meio, juntar-se aos outros, tornar-se parte do todo.
Dizem que ele não se parece com ninguém, mas, mesmo assim, o aceitam.
Será que a chave para tudo é justamente não ser adaptável?
O que dizer daquele grupinho que insiste em se prevalecer em tudo a não ser uma única palavra: hipocrisia.
Como se isso não bastasse ainda querem que tu aceites absolutamente tudo, caladinho, sem pensar, sem chorar, sem angustiar... e não ouse em sair do seu cantinho, hein! Trágico.

Nessa merda catastrófica que insistem em chamar de vida ele persiste, muitas vezes nem sabe o motivo, já não sente motivação alguma, muito menos enxerga sentido em levantar-se diariamente da cama. Mas ele continua a levantar, tombo após tombo, desprezando com todas as suas forças o que se denomina por “rotina”, mas faz todos os dias as mesmas coisas.


domingo, 24 de janeiro de 2016

Sobre recordações e solidão

Ninguém te diz o quanto será difícil nascer, apenas somos gerados em algum momento, nos formamos durante um período pré determinado e logo precisamos sair desse aconchegante lugar. Não fazemos ideia do que nos espera do outro lado, mesmo assim somos condicionados a encarar o percurso. Sozinhos, desde o princípio de nossa existência. Com isso, qual o motivo de nos sentirmos incomodados com a solidão? Aquela necessidade de compartilhar bons momentos com outras pessoas, de participar dos sorrisos, sermos lembrados, não se deixar prender pela mesmice, sentir-se realmente e incondicionalmente viva. Reparar que com o passar dos anos muitos se perderam por outros caminhos os quais já não se encontram com os teus, não deixando nenhum vestígio perdido pelos lugares onde costumavam estar, ou qualquer resquício de sua existência. Aos poucos também desaparecendo de nossas mentes, passando de uma vaga lembrança para o total e absoluto esquecimento.

Hoje me pergunto onde estava com a cabeça quando decidi guardar e colecionar recordações em objetos materiais. Isso é totalmente autodestrutivo! Sem contar no acúmulo infinito de coisas as quais apenas uma pessoa é capaz de reunir ao longo dos anos. Quero me desfazer de tudo isso, queimar cartas, fotos e presentes os quais já não signifiquem algo realmente importante para mim. Não preciso passar por tudo outra vez, chorar por motivos que já não fazem qualquer sentido, trazer à tona sentimentos passados e lembrar de pessoas as quais não fazem diferença em minha vida hoje. Creio que não preciso disso para saber que tive uma vida. Quero ser capaz de fazer o contrário, ter cada vez menos bens materiais, coisas desnecessárias dentro de minha casa, pessoas descartáveis e mesquinhas ao meu redor e ser. Apenas ser. Se eu morresse hoje ainda não estaria em paz, e isso sim é um problema. No fim, assim como no começo, estaremos sozinhos. Não?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Inquietações - parte 12

   Ainda não consegui compreender muito bem, ou de repente somente aceitar, o distanciamento entre as pessoas. Conhecidas, no caso. Amigos que outrora eram inseparáveis, onde havia trocas infinitas de mensagens, encontros, conversas que duravam horas... Ou aqueles que nem eram tão grudados, porém existia aquele laço sincero e bonito que mesmo com a distância física jamais se permitia que a amizade morresse. É desesperador se deparar com a solidão em sua forma mais intensa possível. Os amigos são aqueles que deixam esse peso mais leve, preenchendo nossas vidas com momentos memoráveis, nos acolhendo nos momentos difíceis da vida ou apenas apreciando a companhia mutuamente. Faz falta. Olhar o horizonte e sentir tanta saudade de pessoas que já não fazem muita questão de estarem presentes, não importa a forma, entristece. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Esqueça

Acredito no arrependimento, depois de certo tempo somos capazes de avaliar com mais calma determinados assuntos e nos depararmos com escolhas erradas, palavras ditas sem necessidade, oportunidades perdidas e tudo mais. De certa forma, faz parte do processo de amadurecimento. Porém seria muito egoísmo de nossa parte, até mesmo infantilidade, esperar que, ao se tratar de outras pessoas, esperarmos outra chance. Ninguém é obrigado a nos conceder isso, em hipótese alguma. Tudo bem que depende muito mais da pessoa em questão, eu mesma já fui flexível neste aspecto inúmeras vezes, mas em determinada altura da vida, depois de tantas tentativas a gente acaba desistindo. Sabe, deixando o vento levar pra outra direção. O desgaste é bem mais relevante do que persistir novamente em uma situação que já te tomou tanto tempo e esforço. Da mesma maneira que eu decido por fim a determinado assunto envolvendo outra pessoa, por exemplo, o outro em questão também esta no seu direito de prosseguir tentando. Não é uma questão de certo ou errado, isso é relativo aqui, o que esta em foco é a decisão de cada um, as quais devem ser respeitadas. Resolvido isso o que sobrar, como insistências de uma das partes, serão apenas tentativas vazias e errôneas. Se aqui cabe um bom conselho: não insista, apenas esqueça.
Talvez estejas me questionando sobre os sentimentos que estão inseridos neste caso, de como ser capaz de conviver sob tal pressão psicológica, tortura mental, saudade... Pois novamente te digo: esqueça. Não que seja fácil, ainda mais se fores um daqueles sentimentais dramáticos (bem perto do que sou) onde tudo faz lembrar, reviver, adoecer, sofrer. Por mais horrível que seja, esqueça. Acredite, o tempo ajuda bastante, mas não espere que ele faça tudo. Comece a fazer as coisas habituais de uma forma diferente. Mude o caminho, os ambientes, conheça pessoas, lugares. Perca tempo com coisas triviais ao seu ver, quem sabe em uma dessas tu comeces a perceber quantas coisas existiam sempre bem ao seu redor e nunca percebestes. Tente, esvazie a mente, liberte este coração e viva. Se cuide, seja cauteloso, mas não deixe de viver por conta disso. Todos estamos cada vez mais próximos de não mais existir, qual o sentido de não estarmos abertos e propensos ao desconhecido?

domingo, 20 de setembro de 2015

Diz que é feliz

De tanto desejar, sonhar, chorar pedindo intensamente, conseguiu. O universo sempre ouviu seus lamentos, sabia que ela merecia e a ela concedeu. Simples, como esperar uma semente brotar, tornando-se uma bela árvore. Ela foi paciente, depois de tanta vida ter passado, tantos aprendizados, finalmente ela se sentia feliz, completa e explodindo tanto amor que agora precisava amar o mundo também. Quem sabe não consiga, já que sua intenção é tão verdadeira . Não há nada, absolutamente nada neste mundo, nesta e em outras vidas que tu não possas conseguir. Algumas coisas precisam de esforços para serem alcançadas, outras de experiências, mas algumas precisam de tempo para chegarem até ti. Essa é uma das leis do universo, a meu ver. Não apresse esse tempo, apenas viva, continue sonhando e acreditando que qualquer dia, geralmente quando menos esperas, cabom!

Ela ainda sonha intensamente, cheia de planos, de objetivos e se emociona apenas por imaginar conseguir. Cada novo dia ao acordar deve ser celebrado ao lado daqueles que tanto amas, ela sabe e é imensamente grata por isso. Grata por todos os dias, pelas pessoas as quais fazem parte dela, da família, dos amigos, do amor sincero... E ela agora é feliz. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Outros caminhos para os mesmos sonhos

Nos depararmos em certo momento da vida com tantos objetivos inalcançados faz com que, mesmo relutantes, fiquemos tristes. Não é aquele tipo de tristeza inventada em nossas cabeças sobre coisas bobas, como, por exemplo, a distância de tal amiga que pode significar o afastamento proposital dela. É algo mais profundo, que remete a todas as tuas atitudes as quais te fizeram trilhar um caminho incerto, até certo ponto, no qual te encontras agora. O pior de tudo é que tu não estas bem, estas infeliz e incompleto. Muitos culparão até mesmo seus pais pelo fracasso de seus sonhos, o que, em absoluto, é errado. Se os sonhos são teus, os caminhos foram percorridos por ti e os esforços foram medidos conforme as tuas necessidades não há outro culpado se não tu mesmo, meu caro. Aceitar essa realidade é um pequeno, porém significativo, passo para mudar essa realidade. Acredite, o jogo pode virar, a rota pode ser alterada e novas atitudes são capazes de tornar antigos sonhos reais. Se a natureza muda constantemente qual seria a tua justificativa para não fazer o mesmo em aspectos humanos?
Uma vez li que os conselhos nada mais são do que experiências de outras pessoas, as quais não deram certo, foram reaproveitadas, embrulhadas em um papel de presente bonito e colocadas a disposição novamente. Entendem? Isso é perigoso demais para ser levado em consideração tão facilmente. O mais sensato é reavaliarmos nossas experiências, os resultados e tomarmos decisões que sejam divergentes das anteriores. E o mais importante, no seu tempo. Muitos gostam de induzir as pessoas a fazer exatamente aquilo que elas próprias não podem, ou não querem fazer. Seja radical, se esse for a definição mais propícia a sua atitude, mas faça o que tens que fazer quando quiseres fazer, sem pressão. Garanto que há grandes possibilidades de sucesso trilhando o caminho com essa nova abordagem.

Ser capaz de fazer coisas incríveis todos somos, o que diferencia uns dos outros neste ponto é aqueles que não possuem a coragem de fazer e invejam aqueles que fazem. Mas não acaba nisso, pois como estamos lidando com um sentimento negativo essas pessoas ainda são capazes de interferir apenas pelo prazer de acabar com a coragem, os sonhos e a grandeza daqueles que tentam fazer a diferença. Talvez não sejam pessoas más em sua plenitude, apenas covardes, fracas ou vazias. Mas isso não importa, devemos apenas ter conhecimento para não nos deixarmos vencer. Sim, de certa forma é uma luta constante, a cada dia, a cada opção. Muitas vezes esperar pelo reconhecimento de pessoas covardes não agregarão nada em sua vida. Nada. Mais uma vez digo: esqueça. Guarde suas forças em projetos construtivos e que te façam engrandecer não apenas profissionalmente, mas também sua alma e bondade.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Inquietações - parte 11

Eu quero amor, e desejo amor para ti também porque tu mereces. Todo mundo merece amar, ser amado e viver tranquilamente com isso, com aquilo, com o que for. Sinto falta de viver em alguns momentos, então me jogo loucamente em qualquer coisa que eu sinta uma ponta de espontaneidade. Seja o que for, afinal pensar demais todo o tempo acaba te tomando grande parte da vida. Eu sei, é difícil, mas se eu consigo certamente tu também consegues. Tente! Seja a menina de alguém, o broto de alguma guria sonhadora e apaixonada, deixe esse medo todo de lado, esse rancor, essas lembranças de experiências frustradas pra lá...Viva! Tenha um cachorro, um gato, um pato, algum animal com o qual tu possas brincar, cuidar, conversar. Sério! Isso faz uma diferença na vida da gente incrível, acredite. Dance também, sozinho, acompanhado, civilizadamente ou como uma louca desvairada. Quem se importa? Tu quem deves ser a maior interessada no teu corpo, nas tuas atitudes, nos teus pensamentos e nas tuas opiniões; o resto não importa. Ame, loucamente.